Fies 2019: Programa ajuda quem tem grana curta a ingressar numa universidade privada

Por Metro Jornal

Criado em 1999 com o objetivo de ajudar os estudantes a arcarem com os custos de uma graduação em instituições privadas, o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) muitas vezes é a opção que sobra. Diante do martírio para conseguir entrar numa pública, a saída prática acaba sendo recorrer ao programa do governo federal. Funciona assim: o governo banca a mensalidade integral e, depois de formado, ou mesmo durante o curso, porém em parcelas reduzidas, o estudante assume a conta. O financiamento varia de 10% a 100% do valor das mensalidades.

No caso de quem estiver empregado com carteira assinada, o valor referente à parcela é descontado diretamente na fonte. Já para aqueles sem renda fixa, fica estipulado um valor mínimo. Em 2019, estão sendo oferecidas 100 mil vagas no primeiro semestre.

As inscrições, que devem ser feitas no site fies.mec.gov.br, foram feitas este mês. O resultado da seleção prévia será divulgado a partir do dia 25, e os selecionados poderão completar a inscrição entre 26 de fevereiro e 7 de março.

O candidato precisa ter renda familiar de até três salários mínimos por pessoa e nota do Enem, a partir da edição de 2010, acima de 450 pontos, sem zerar na redação.

Há também a modalidade P-Fies (Programa de Financiamento Estudantil), uma novidade recente, criada no ano passado, que usa recursos de instituições privadas. Nesse caso, sem limite de vagas e sobre o qual incidem juros, o que vale não é o ranking do Enem, e sim a ordem de inscrição. Para contratar o serviço, é necessário comprovar renda familiar de até cinco salários mínimos por pessoa.

Aos financiamentos desta modalidade, fica estipulada uma taxa de juros de 6,5% ao ano, prazo de carência de 18 meses e período de amortização de até três vezes o tempo de permanência na condição de financiado.

O estudante que fez a inscrição deverá validar as informações em sua instituição de ensino em até dez dias. A CPSA (Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento) é o órgão responsável, na instituição, pela validação das informações. No ato da inscrição no SisFIES, o estudante escolheu a instituição bancária, assim como a agência de sua preferência, sendo o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal os atuais agentes financeiros.

Não vá se enrolar

Muita gente não se planeja e deixa para pensar em como vai pagar o financiamento só depois de pegar o canudo, o que pode resultar numa baita dor de cabeça, com direito a sucessivas renegociações. O ideal é aproveitar o período de duração do curso para juntar a verba e quitar sem crise a dívida póstuma. Ana Rosa Vilches, diretora pedagógica do Grupo DSOP e mestre em educação financeira, dá a letra de como não deixar o sonho da graduação virar uma bola de neve.

  • Quem vai pagar?
    “O estudante tem que entender que o FIES não é algo gratuito e que o valor a ser pago não é insignificante. A dívida será cobrada independente da modalidade escolhida. Temos como experiência que nem sempre a graduação vai resultar num aumento de salário ou subida de cargo, no caso de quem já trabalha e iniciou um curso. Então a primeira coisa é ter em mente quem vai assumir a conta. Considere os imprevistos.”
  • Dedicação é fundamental
    “Depois de iniciar os estudos, o aluno tem que se dedicar, e são poucos que se atentam a estudar e, com isso, até conseguir uma gratuidade em alguma instituição. Quem não se dedica e ultrapassa o período estipulado da graduação, vai ter que pagar o período excedente.”
  • Quem poupa, tem
    “O diagnóstico é o melhor planejamento. Às vezes vale mais poupar um pouco antes de contratar o financiamento e continuar guardando dinheiro durante o curso, para poder pagar com o mínimo de parcelas e juros lá na frente. Isso implica fazer escolhas. Deixar de comprar e gastar com coisas menos importantes, por exemplo.”
  • Menos é mais
    “É mais vantajosa a opção de pagamento com a menor porcentagem de financiamento e com o menor prazo possível, pois o quanto antes o estudante se livrar da dívida, melhor. Não é legal ficar anos e anos pagando uma dívida.”
  • Planejamento familiar
    “No caso dos adolescentes, os pais precisam se atentar a esse momento. Não pode deixar para pensar na graduação do filho só quando chegar a hora. O ideal é pensar na formação da criança já a partir do nascimento. Se for poupado R$ 100 por mês a partir da infância, lá na frente essa situação de endividamento não acontecerá. Poucos pais têm essa preocupação, mas é hora das famílias assumirem isso.”
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