Dieta mediterrânea pode diminuir em 25% o risco de doenças cardiovasculares, diz estudo

Por Rodrigo Almeida

Os baixos números de doenças cardiovasculares em países mediterrâneos deixaram perplexos cientistas ao redor do mundo. Foi só recentemente que os benefícios da dieta mediterrânea passaram a ser estudados e os resultados estão vindo à tona.

Um estudo realizado pela Escola T. H. Chan de Saúde Pública de Harvard e o Hospital da Saúde da Mulher da mesma universidade concluiu que a dieta mediterrânea pode reduzir até 25 % as chances de risco de sofrer doenças cardiovasculares.

O Estudo

Com um painel de 40 biomarcadores, os cientistas estudaram os hábitos alimentares de mais de 25 mil mulheres que participaram no estudo intitulado “Saúde da Mulher” nos Estados Unidos.

As mulheres preencheram um questionário sobre a ingesta de alimentos e entregaram amostras de sangue para medir os biomarcadores durante 12 anos.

Paralelamente, as mulheres eram classificadas de acordo com o grau de adesão à dieta mediterrânea, se era baixo, médio ou alto.

No início, os pesquisadores ainda mediram a incidência de doenças cardiovasculares, acidente cardiovascular cerebral (AVC), morte cardiovascular e revascularização arterial coronária.

Os resultados

Os resultados demonstraram que quanto mais imersas na dieta mediterrânea menos chances de desenvolver doenças cardíacas as mulheres apresentaram.

No grupo de baixo nível de ingestão 428 participantes sofreram um evento cardiovascular, frente 356 do nível médio e 246 do grupo de alto nível.

Isso representa reduções de 23% e 28% respectivamente, replicando efeitos de alguns remédios usados para combater cardiopatias.

A equipe também observou redução na inflamação, no metabolismo da glicose, resistência à insulina e índice de massa corporal.

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