Por que o Facebook e George Soros estão em pé de guerra

Representante do empresário acusa rede social de promover campanha para manchar reputação de Soros.

Por BBC Brasil

Um dos representantes do empresário húngaro-americano George Soros pediu a políticos dos EUA que investiguem o Facebook após a rede social confirmar que contratou uma agência de relações públicas para fazer acusações contra o megainvestidor.

O diretor da rede filantrópica de Soros diz que o Facebook manchou a reputação do empresário e cobrou uma ação do Congresso americano.

O incidente ocorre após o Facebook publicar um comunicado de Elliot Schrage, que deixou o posto de chefe de comunicações da rede social após o caso vir à tona.

No texto, ele diz que o Facebook solicitou à agência Definers que investigasse os laços de Soros com a campanha Freedom from Facebook (Livre do Facebook, em tradução livre), que busca desmembrar a companhia.

Schrage acrescentou que documentos relacionados ao tema foram enviados a jornalistas a mando do Facebook.

O comunicado foi inicialmente enviado a funcionários do Facebook e divulgado pelo site Techcrunch.

Posteriormente, o Facebook republicou o texto.

Por que Soros quer investigação contra o Facebook?

Patrick Gaspard, presidente da Open Society Foundations, de Soros, respondeu pedindo uma investigação oficial. Ele insinuou que o Facebook deliberadamente fez a revelação coincidindo com o feriado do Dia de Ação de Graças, nos EUA, para reduzir sua repercussão.

O presidente executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, disse que nem ele nem sua vice, Sheryl Sandberg, foram avisados da operação envolvendo a Definers.

Mas agora Sandberg reconhece que foi avisada sobre a agência.

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Ela rejeitou, porém, alegações de que o Facebook tentou colocar Soros sob os holofotes para deixá-lo vulnerável a teorias conspiratórias racistas.

"Nunca foi a intenção de ninguém estimular uma narrativa antissemita contra Soros ou qualquer outro. Ser judia é uma parte central de quem sou e nossa empresa se posiciona firmemente contra o ódio", ela escreveu.

Schrage, que deixou a companhia, assumiu a responsabilidade pelo ocorrido.

Ele diz que sua equipe havia apenas pedido à Definers que investigasse Soros após o bilionário descrever a rede social como uma "ameaça à sociedade".

Ele afirmou, ainda, que deveria ter ficado sabendo da decisão de expandir a missão da Definers, embora não tenha explicado como a agência extrapolou sua tarefa inicial.

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