Unicamp aumenta em 40% o número de transplantes

Por Metro Jornal

O número de transplantes realizados no HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) aumentou em 39,6% no ano passado, em relação a 2016. No total, foram 490 procedimentos, ante 351 no ano anterior. Os dados foram divulgados pelo Anuário Estatístico da Unicamp. Pela primeira vez na história, os transplantes de córnea ocuparam o primeiro lugar no número de procedimentos.

Foram 222 no ano passado, bem acima dos 123 de 2016 – aumento de 80,4%. Na sequência aparecem os transplantes de rim, que lideravam até 2016. Foram realizados 149 procedimentos em 2017 e 136 em 2016.

Depois dessas duas modalidades, aparecem, respectivamente, os transplantes de fígado, medula óssea e coração. Com o novo cenário, o transplante de córnea já representa 45,31% do total de procedimentos desse tipo no hospital. A OPO (Organização de Procura de Órgãos) da Unicamp também ampliou o número de órgãos recebidos de doadores. Passou de 86 em 2012 para 132 no ano passado. Segundo Luiz Antonio da Costa Sardinha, coordenador da OPO, vários fatores ocasionam no número superior de transplantes: o treinamento de equipes para o procedimento de captação, a logística, que foi melhorada e também a redução da rejei- ção dos órgãos, por meio de medicamentos mais eficazes. “O tempo para a retirada do órgão depende fundamentalmente da família.

Quando ela resolve rapidamente, fica mais rápido todo o processo”, explica. À procura de doadores Segundo Sardinha, o cenário de doação de órgãos tem melhorado nos últimos anos, o que também refletiu no maior número de transplantes. Porém, ele ressalta que ainda há muito que caminhar. O assunto ainda é tratado como tabu no Brasil. “Antes, em 60% dos casos de morte encefálica, a famí- lia não autorizava a doação.

Hoje esse número já caiu para 40%, o que é uma evolução. Mas ainda sentimos que há falta de uma comunica- ção antecipada da pessoa com a família. Por isso a importância de deixar a famí- lia saber que você é doador”, explica o coordenador. Outro ponto positivo, de acordo com o coordenador, é que, com o aumento de transplantes, fica mais comum entre as pessoas a importância da doação. “Hoje todo mundo conhece alguém que recebeu um órgão. E isso acaba conscientizando a pessoa da importância da doação”, completa

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