Vídeo: andamos no I-Pace, o SUV 100% elétrico da Jaguar

Por Marcelo Ruiz

Nada de híbrido, como outros utilitários esportivos lançados recentemente:  a Jaguar resolveu radicalizar e partiu para o “tudo ou nada” no I-Pace, totalmente elétrico com dois motores de 200 cv cada, um no eixo dianteiro, outro no traseiro.

Seus 400 cavalos de potência empurram as mais de duas toneladas do inglês com facilidade e seu desempenho é extraordinário: arranca de 0 a 100 km/h em menos de 5 segundos, pois seus 70 kg de torque surgem ao se encostar o pé no acelerador. Ao contrário dos motores a combustão que pedem paciência ao motorista até atingirem a faixa de torque máximo.

Veja o vídeo:

Boris dirigiu o Jaguar I-Pace em Portugal

Nada de híbrido! A Jaguar partiu para o tudo ou nada com o I-Pace, utilitário esportivo totalmente elétrico. E o desempenho chama a atenção: são 400 cavalos!

Posted by AutoPapo on Wednesday, June 13, 2018

 

Com um motor em cada eixo, a tração nas quatro dispensa o cardã central o que aumenta o conforto pois não há necessidade do túnel central. A motorização elétrica dispensa a caixa de marchas, radiador, catalisador, escapamento e outros agregados, sobrando mais espaço para ocupantes e bagagem.

Como o I-Pace não foi adaptado, mas projetado para ser elétrico, o “pacote” de baterias fica sob o assoalho, sem interferir no ambiente interno e ainda baixando consideravelmente seu centro de gravidade. Por isso, além de andar muito rápido, seu comportamento nas curvas é quase inacreditável, tão estável, firme e obediente ao volante.

Anda muito e, para melhorar ainda, sem sobrecarregar os freios: ao se tirar o pé do acelerador, o sistema regenerativo  age com tanta intensidade que quase dispensa os freios tradicionais.

Desvantagens

O Jaguar I-Pace é um elétrico muito moderno, mas permanece o “fantasma” da autonomia: os 480 km anunciados pela fábrica são hipotéticos e só atingidos em condições ideais. Se a topografia da estrada for muito irregular, ou o motorista carregar no pé direito ou no peso, melhor não contar com toda essa quilometragem.

Na primeira parte do test-drive para a imprensa, que contemplou auto-estradas e estradinhas sinuosas em regiões montanhosas no Algarve (Sul de Portugal), a autonomia caiu para 60 a 70% da anunciada. Mas tanto o Tião Oliveira, jornalista do Estadão, como eu, não hesitamos em pisar fundo no acelerador. No dia seguinte, rodando bem mais “manso”, o Jaguar cumpriu cerca de 80% do prometido. Mas a recarga  pode ser rápida: 80% da carga em 40 minutos.

O I-Pace fica no meio do caminho entre um grande hatch e um SUV. Não segue a ideia de outras fábricas de que elétrico tem que ter linhas desengonçadas. Ao contrário, seus designers mantiveram até a grade frontal, para refrigerar as baterias e o sistema de ar condicionado.

As rodas são enormes e variam de 20″ até 22″. Mas não destoam.

 

O interior é sofisticado e muito bem acabado (é um SUV mas é um Jaguar). Com alguma restrição para o terceiro passageiro atrás, que vai sofrer se for alto, num trecho mais longo. E os outros dois também, pois o banco traseiro é baixo, para compensar o assoalho mais alto em função das baterias. Sobra espaço horizontal, falta vertical.

O porta malas é enorme, com capacidade para 656 litros.Tecnologicamente ele oferece todos os mimos eletrônicos imagináveis, inclusive câmeras em todas as posições. E até controle do ruído “virtual” do inexistente escapamento…

A visibilidade traseira deixa a desejar. A suspensão pode variar de altura para transpor terrenos complicados. E se abaixa quando se atingem velocidades maiores. Pode opcionalmente ser pneumática. O IPace chega até o final deste ano ao mercado brasileiro. Preços ainda não definidos, até porque nossa moeda passa por maus momentos. Mas o valor inicial deve ser na faixa dos R$ 350 mil.

 

 

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