8 mitos e verdades sobre os vinhos

Por Metro Jornal

Nada mais falso que as verdades definitivas. Se isso vale para nosso dia a dia, não seria diferente para o reino dos tintos e brancos.

Existem algumas frases prontas sobre os vinhos que estão muito distantes da realidade. E quando alguém discorda da “regra”, inevitavelmente enfrentará o questionamento de outra pessoa: “É isso mesmo? Olha…”. Por isso, trataremos de uma pequena coletânea de verdades e mitos sobre o assunto.

São regras básicas, mas úteis. Elas só descortinam um mundo de descobertas a serem feitas a cada garrafa aberta, a cada taça provada. Aliás, a lista traz mais mitos e variações do que verdades absolutas. Porque elas são questionáveis em qualquer situação.

O melhor mesmo é cada um tirar suas conclusões e trocar conhecimentos com outros amantes do vinho.  Veja a seguir alguma dicas:


A melhor companhia do vinho é o queijo. MITO.

Ao contrário. Alguns queijos, como o roquefort ou o gorgonzola, “passam por cima” e anulam o sabor do vinho. Só não fazem isso com vinhos de sobremesa ou vinhos do Porto. Assim como ocorre com todos os outros pratos, os queijos precisam ser escolhidos conforme o vinho a ser servido: queijos leves para bebidas leves e mais marcantes para vinhos encorpados.

Todo champanhe é espumante, nem todo espumante é champanhe. VERDADE.
Champanhe é o espumante produzido na região francesa de mesmo nome. Os espumantes variam de nome conforme o país: na Espanha é cava, na Itália é prosecco e assim por diante. No Brasil, é espumante mesmo. E está entre os melhores do mundo.

Espumante vai bem com tudo. VERDADE.
Vai. É das poucas bebidas capazes de combinar com entradinhas, com peixes ou carnes. Espumante é um ótimo curinga: na dúvida, aposte nele! Lógico: de preferência um rótulo de boa qualidade.

Só grandes vinhos envelhecem bem. MITO.
Essa era uma realidade até alguns anos atrás. Como as técnicas de produção e de conservação melhoraram muito, até mesmo vinhos básicos, bem feitos, melhoraram muito depois de cinco ou seis anos de guarda.

Vinhos precisam ser guardados em adegas. DEPENDE.
Convenhamos, espaço no subsolo, como ocorre nas cavas tradicionais, é difícil conseguir. E as adegas portáteis de boa qualidade às vezes estão fora do orçamento. Então, siga a seguinte regra: busque um lugar de baixa umidade, com sombra e de temperatura estável. É o que basta. O espaço embaixo da escada, por exemplo, é muito bom. Agora, se você tiver uma coleção de vinhos de guarda, que só serão abertos depois de muitos anos, o bom mesmo é investir numa adega.

Vinho branco deve ser bebido novo. DEPENDE.
É uma regra geral, mas que varia conforme a uva, o vinho, o produtor. Se você não tiver muitas informações sobre o vinho, dê preferência para os de safra mais nova. Mas saiba que alguns brancos, como o espanhol Tondonia ou franceses de grande estrutura, ficaram muito melhores depois de muitos anos de guarda…

Vinho branco é feito só com uva branca, vinho tinto só com uva tinta. MITO.
Existem muitos vinhos brancos e espumantes feitos com uvas tintas. Na produção toma-se o cuidado de não deixar a casca (que dá cor ao vinho) entrar em contato com o mosto. A mescla clássica do champanhe, por exemplo, é feita com Pinot Noir, tradicional uva francesa. O Invisível, branco do Alentejo, é todo feito com Aragonez. E muitos tintos recebem toques de branco. É cada vez mais comum a Viognier entrar em mesclas tintas.

Garrafas devem ser guardadas ‘deitadas’. DEPENDE.
Pesquisas mostram que o vinho se mantém independentemente da posição da garrafa. A posição pode trazer alteração para a rolha, que, com a garrafa em pé, corre o risco de ficar muito seca.

 

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo