Fã de ultramaratonas extremas, mulher de 64 anos já correu mais de 560 km no Alasca

Por Estadão Conteúdo

Uma senhora norte-americana contesta a noção de que a velhice é a hora de viver uma vida mais tranquila. Alicja Barahona, de 64 anos, faz ultramaratonas em condições climáticas extremas.

"Ultramaratonas extremas são corridas com mais de 320 quilômetros em de terrenos duros, geralmente desertos ou montanhas, e sob temperaturas muito altas ou muito baixas", explicou Alicja ao ABC News.

Ela contou que começou com o hobby por volta dos 40 anos e já correu mais de 560 quilômetros no Alasca, nos Estados Unidos, com uma temperatura de -34º C. Outros locais onde já esteve são o deserto do Saara e o Marrocos, ambos na África.

Alicja praticava tênis, mas trocou a atividade esportiva pelas corridas porque, segundo ela, era difícil de achar parceiros ou local para praticar. Falou, ainda, que "o tempo às vezes não ajudava".

"Eu comecei me desafiando a correr na pista de uma escola em Nova York e, depois de um ano, corri a maratona de Nova York, minha primeira maratona. Fiquei viciada", contou.

Sua primeira prova foi uma corrida de seis horas em um parque da cidade. Os participantes deveriam correr todo o tempo e, ao final da prova, ganharia quem tivesse percorrido a maior distância.

"As corridas em condições extremas são muito desafiadoras e perigosas. Primeiramente, é preciso ficar focado e se manter no caminho, pois é fácil se perder em uma tempestade de neve ou quando a bateria do GPS acaba. Além disso, você tem que prestar atenção no seu corpo, já que numa área remota você está por conta própria", falou.

Entre os problemas que já enfrentou, ela disse que quase congelou durante uma corrida no Ártico quando seu trenó quebrou. Ela ainda lembrou de uma corrida no deserto na qual ela ficou dez horas sem tomar água e teve alucinações.

A senhora descarta o apoio financeiro de patrocinadores, mas gosta de fazer corridas para arrecadar fundos para causas sociais. Ela já arrecadou dinheiro para uma associação da doença de Alzheimer e também para uma ONG médica que trabalhava em países afetados por um surto de ebola.

Alicja acredita que seu bom desempenho nas corridas que participa é uma prova de que nada é impossível para quem tem paixão pelo que faz: "Não digo isso para dizer que sou uma superatleta, mas sim para falar que amo desafios. Eu mantenho o foco e procuro atingir o meu limite. Sempre luto para fazer o meu melhor".

"Eu fico motivada quando pessoas me dizem que minhas corridas são únicas e que eu as motivei a superar suas fraquezas. Como sou uma corredora de idade, muitos jovens me dizem que pensam 'Se ela consegue, eu também posso"", disse.

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