Depressão pós-parto é coisa séria! Aprenda a identificar os sintomas

Ser mãe é uma jornada, mas, por causa da depressão, trajetória pode ser ainda mais complicada

Por Metro Jornal

Sem que haja uma única forma de manifestá-la, a depressão tornou-se um problema crônico. Os sintomas podem incluir não só sentimentos constantes de tristeza e desespero, mas também enjôo permanente, mal humor e tédio. A depressão pós-parto – aquela que aparece entre 15 dias até um ano após dar-se à luz –, ainda que possa ser intensa, é passageira e deve ser tratada para não afetar negativamente tanto a vida da mãe quanto a da criança.

A ginecologista Carolina Ambrogini, do Projeto Afrodite da Unifep, defende que deve-se alertar as mães para o risco da doença já durante o acompanhamento pré-natal. Caso isso não seja possível é recomendável que elas possam contar com o pediatra que acompanha a criança. A doença ainda não tem uma única causa definida, mas sabe-se que está relacionada com as variações hormonais e físicas que as mulheres sofrem durante a gravidez, bem como as mudanças de identidade, de vida, nas relações de trabalho, matrimoniais e familiares que acontecem nesse período.

arte depressão pós parto

No Brasil, um estudo da Fiocruz estima que 26,3% das mamães sofram de depressão pós-parto. O principal grupo de risco engloba mulheres que já sofreram de depressão antes, de hábitos não-saudáveis – como o abuso de álcool –, já ter dado a luz à outros filhos e gravidez inesperada ou durante a adolescência. Esses fatores, porém, não excluem outras mulheres do risco de desenvolver depressão pós-parto.

O tempo não resolverá a depressão, ao contrário, é mais provável que a piore e transforme em um problema crônico. Assim que detectada, é necessário intervir e tratá-la, não só pelo bem dos filhos, mas principalmente pelo próprio.

Para lidar com a depressão
Além de procurar um especialista, algumas dicas simples podem ajudar a ter mais qualidade de vida. Veja a seguir:

  • Não tente se segurar ou parecer que tudo está bem. Assim, os sentimentos de tristeza, culpa e ansiedade não se potencializam.
  • Falar sobre seus sentimentos com pessoas que possam te escutar e compreender. De nada serve cercar-se de pessoas que façam julgamentos constantes e que façam você se sentir pior.
  • Saber que a maternidade ideal não existe. Na realidade é um processo trabalhoso e se espera que seja assim mesmo.
  • Saber que todas as mães erram e que o importante é reconhecer os deslizes para poder melhorar.
  • Buscar ajuda profissional, a única maneira de estar bem consigo e com a sua família é enfrentando o problema e resolvendo pela raiz.

 

Cuidados com o bebê
Recém-nascidos cujas mães sofrem de depressão pós-parto tendem a não ganhar tanto peso, mamar menos e podem sofrer retardo cognitivo. Por isso, é muito importante manter-se atenta aos sintomas.

 

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