'Professor robô' já permite tutoria individual e avalia o desempenho de alunos em tempo real

Por Carlos Minuano - Metro Jornal São Paulo

Giz e quadro negro parecem estar com os dias contados. A inteligência artificial, que vem impondo transformações em setores como indústria, saúde, trabalho, está começando a mudar a maneira de ensinar e aprender.

“Está levando a educação a uma escala antes inimaginável por meio de tutoria individualizada para cada aluno”, afirma Piero Franceschi, vice-presidente de Marketing e Corporate Affairs do grupo educacional Pearson Brasil.

Mas, não significa que professores se tornarão obsoletos e que robôs ocuparão esse papel, garante Franceschi. “Acreditamos em um futuro em que a combinação da inteligência humana com a artificial poderá acelerar aprendizado dos alunos, desenvolver professores e oferecer suporte para que pais participem de forma mais eficiente no aprendizado.”

Em vez de “professores robôs” é mais correto pensar em “companheiro de aprendizado” dotado de inteligência artificial capaz de apoiar estudos dentro e fora da escola.

A combinação da inteligência artificial com uso extensivo de bases de dados está no centro das aplicações educativas da computação cognitiva, tendência que vem se consolidando rapidamente. Um exemplo prático é o sistema Watson da IBM, um software capaz de simular o pensamento humano. “Se baseia em quatro pilares: entendimento, raciocínio, aprendizado e interação”, explicou Roberto Celestino, representante da IBM no Brasil, durante o evento Grande Encontro Educação em 2017.

Esse sistema é dotado de habilidades cognitivas muito avançadas, explica Franceschi, do Pearson. O grupo tem uma parceria com a IBM, nos EUA, desde 2016, para utilização do software no ensino superior, que oferece a estudantes uma experiência de aprendizado mais imersiva e eficiente.

“Ele é capaz de aprender em larga escala e apoiar seres humanos nas mais variadas áreas de atuação”.

Ao interagir com as plataformas da Pearson, ela passa a compreender melhor o aluno e suas dificuldades, tornando-se uma espécie de “tutor virtual”. “Enquanto estuda, o universitário pode fazer perguntas de forma natural, como se estivesse falando com outro ser humano, e o Watson ajuda com dicas, explicações e feedback”, explica Franceschi.

De outro lado, a ferramenta também aprende sobre o aluno, oferecendo ao professor informações sobre como cada estudante está progredindo e ajudando a identificar aqueles que mais precisam de ajuda.

“Os avanços tecnológicos são exponenciais, pondera Claudio Sassaki, cofundador da Geekie, empresa que há seis anos desenvolve soluções com inteligência artificial para escolas. “Hoje, o desafio é direcionar esses avanços para levarmos a educação a um novo patamar”.

Segundo Sassaki, não se trata de automatizar, mas personalizar e canalizar o tempo dos educadores e gestores para o que realmente importa, de forma que atenda as necessidades dos alunos.

O que muda

  • Tutores virtuais ajudam professores a atender as necessidades específicas de cada aluno
  • Desigualdades de desempenho em uma mesma turma tendem a diminuir
  • Avaliações mais precisas em tempo real ao mesmo tempo em que estudante aprende
  • As plataformas virtuais com uso de inteligência artificial permite que ensino chegue a um número maior de alunos
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