A origem dos símbolos da Páscoa: por que ovos de chocolate e coelho?

Por Metro Jornal

Quando se pensa em Páscoa, a primeira imagem que surge à cabeça são ovos de chocolate, coelho e família reunida para o almoço de domingo. A data carrega todo um significado comercial, mas ela surge, na verdade, dos conceitos de duas religiões: a judaica e a cristã.

Para os judeus, a Páscoa representa uma passagem, a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito. Já para o Cristianismo, a data relembra os três dias entre a morte e a ressureição de Cristo, que, segundo a religião, foi crucificado para salvar a humanidade do pecado.

Diferentemente de como conhecemos a data, celebrada após 40 dias de Quaresma (ou após o Carnaval brasileiro), os hebreus tinham o costume festejar no início da primavera.

Foi somente em 325 d.C, durante o chamado Primeiro Concílio de Niceia, que foi oficializada a data da Páscoa.

Ovos e coelho

Ao contrário da essência da Páscoa, que tem fundo religioso, seus símbolos têm origem pagã. Estima-se que a tradição de comer ovos na Páscoa tenha surgido entre os séculos 12 e 8 antes de Cristo, quando famílias camponesas presenteavam umas as outras com o alimento. Isso demonstrava status e um alto poder econômico.

Depois, no século 18, o ovo ganhou versões em chocolate, cada vez mais gourmetizadas — o que também não deixa de ser um símbolo de riqueza na sociedade capitalista.

Já os coelhos representavam fertilidade para povos antigos, devido a sua capacidade de procriação.

 

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