Tenista Naomi Osaka estampa nomes de vítimas de violência policial em máscaras

Por Metro Jornal com Agência Brasil

A jovem campeã do tênis, Naomi Osaka, segue utilizando seu espaço no esporte e na mídia para iniciar debates sobre o racismo. Nesta quarta-feira (2), ela entrou no Arthur Ashe Stadium com o nome do jovem Elijah McClain, que morreu em 2019 após ser sufocado por policiais durante abordagem no Colorado (EUA), estampado em seu rosto.

Em partida de estreia do US Open, ela vestiu uma máscara inteiramente preta com o nome de Breonna Taylor, uma socorrista médica de 26 anos morta em sua própria casa por disparos vindos de policiais que procuravam seu ex-namorado. Os agentes envolvidos na ação ainda não foram responsabilizados frente à Justiça norte-americana, e o caso gerou manifestações nacionais sob o slogan "Justiça para Breonna Taylor".

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As máscaras de Osaka são uma forma de manter tais casos na mídia por mais tempo. "Acho que o tênis é assistido por pessoas em todo o mundo", explicou a tenista. “Coisas que pensamos serem nomes comuns provavelmente não são comuns no exterior”, declarou.

Também por conta de seu ativismo contra o tratamento desigual da comunidade negra por policiais nos Estados Unidos, a esportista de ascendência japonesa e haitiana decidiu desistir da semifinal pelo ranking da Women's Tennis Association na última semana.

Em sua vitória desta quarta-feira no aberto norte-americano, a atleta achou importante divulgar o nome de McClain. "Ainda não acho que o nome dele seja muito divulgado em comparação com, tipo, George Floyd ou Breonna Taylor. Para mim, hoje foi muito especial a maneira como queria representá-lo”, declarou.

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