Corrida: Provas virtuais estão em alta nos tempos de pandemia

Por Wilson Dell'Isola - Metro

Totalmente parado em meio à pandemia, o circuito de corridas de rua tem sido “substituído” pelas provas virtuais. Se o termo é novo para você, saiba que não se trata de um simulador ou um jogo de videogame, é preciso treinar sério, se esforçar e realmente correr. Exatamente como em uma prova presencial, só que, digamos, à distância.

A diferença é que, com a inscrição feita, o atleta corre quando e onde preferir, sem local e horário determinados – não há pórtico de largada, de chegada, staffs, postos de água… Em geral, é preciso comprovar o tempo por algum aplicativo específico de corrida ou enviando uma foto. O participante é quem imprime o número de peito, e a medalha ou a camiseta da corrida são enviadas pela organização da prova.

O fato é que, para quem já é corredor veterano ou para aqueles que estão dando seus primeiros passos no mundo das corridas, as provas virtuais se destacam como única alternativa viável em momento de isolamento.

É o caso de Vera Abruzzini, 56, adepta das corridas de rua há 18 anos. “Eu sou velha consumidora de provas virtuais. É algo interessante porque você escolhe o que faz mais sentido na sua rotina, tanto de treino quanto de corridas. No meu caso, procurava cumprir uma virtual enquanto me preparava para alguma de rua. Serve até como uma forma de estímulo, motivação. Agora, pelo menos por enquanto, é o que temos de opção e precisamos encarar da melhor forma”, disse a empresária do ramo de logística que tem na bagagem as “Six Majors” – seis maratonas do planeta.

Existem diversas provas desse tipo disponíveis hoje, com variadas distâncias e para todos os gostos e bolsos. Até mesmo a Disney, com sua já tradicional “runDisney Virtual Series”, tem em seu site (rundisney.com) opções temáticas com base nas atrações do parque – “Mad Tea Party”, “Space Mountain” e “The Haunted Mansion” estão rolando.

Valendo!

A ausência de provas presenciais também afeta em cheio as pessoas que trabalham nos eventos. Os famosos “staffs”, responsáveis por diversas funções em uma corrida – de entregar o kit a colocar a medalha no pescoço do corredor. Quase sempre eles trabalham de quarta a domingo na organização, como autônomos. Ou seja, estão sem renda.

Por eles, foi criado o movimento batizado de Corrida Solidária, cujo objetivo é arrecadar fundos para ajudar esse grupo. Idealizadora da campanha e fundadora do Jornal Corrida (jornalcorrida.com.br), a jornalista Roberta Palma, 51, conta que muitos destes colaboradores vivem exclusivamente desse trabalho: “Vamos ajudar essas pessoas. Nós perdemos o lazer, e, eles, o sustento”.

A doação pode ser feita por meio do site www.corridapravoce.com.br. O doador vai ter uma contrapartida: acesso a conteúdos produzidos pela publicação com o auxílio de diversos profissionais ligados ao universo das corridas.

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