Quatro anos após Jogos do Rio, Parque Olímpico está abandonado

Por Metro com BandNews FM

Quando o Rio de Janeiro se candidatou como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, um dos muitos argumentos usados para que a capital fluminense fosse escolhida para receber a grande festa do esporte era justamente o legado que um evento desse porte deixaria para a cidade. Quase quatro anos depois, o que se vê é um histórico de abandono e destruição do principal local construído para abrigar a maior parte das competições: o Parque Olímpico.

Com custo final acima dos R$ 2,3 bilhões, o complexo da Barra da Tijuca, que sediou competições de 16 modalidades, está abandonado. O local era o centro das atenções do mundo no dia 5 de agosto daquele ano, que entraria para a história por abrigar a abertura da primeira edição de uma Olimpíada na América do Sul. A área até foi aberta ao público, só que, em meio ao impasse entre a prefeitura e o governo federal, o que se vê são estruturas sucateadas e apodrecendo a céu aberto.

Sob a alegação de que as instalações não poderiam ser utilizadas em razão da ausência de laudos de segurança, o Parque chegou a ser interditado por decisão da Justiça Federal no início deste ano. Tecnicamente, o local está fechado, no entanto, não há dificuldades no acesso. A reportagem da Rádio BandNews FM foi até lá na última segunda-feira e flagrou placas de plástico jogadas, escadas das arenas enferrujadas e portas de vidro trincadas.

Em 2018, a Prefeitura do Rio gastou R$ 4 milhões com a manutenção do principal palco da Rio-2016. Agora, a ideia é outra. O governo do município encaminhou um projeto de construção de novas instalações para escolas da rede municipal já existente, mas aguarda a autorização do governo federal. A responsabilidade sobre o complexo é do EGLO (Escritório de Governança do Legado Olímpico), criado no fim de 2019 e que fica sob supervisão do Ministério da Cidadania. Enquanto o imbróglio segue, perde-se dinheiro e o legado é corroído pelo descaso.

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