Igualdade de salários entre gêneros é negada na seleção dos EUA

Por Metro Jornal

Atual bicampeã da Copa do Mundo de Futebol feminino e dona de quatro taças no total, a seleção norte-americana perdeu o processo no qual solicitava a igualdade de salários com a equipe nacional masculina.

Liderada por Megan Rapinoe, grande líder do time norte-americano, a ação foi movida contra a Federação de Futebol dos EUA no ano passado por 28 jogadoras, após a seleção ganhar o título mundial na França, com o valor de uma indenização de US$ 66 milhões (cerca de R$ 360 milhões).

O juiz federal Gary Klausner afirmou que não houve tratamento desigual em relação ao futebol masculino, pois  “a equipe feminina recebeu mais em termos acumulados e em média por jogo do que a equipe masculina durante o período em causa”, disse o juiz na sentença divulgada pela BBC.

“Estamos chocadas e decepcionadas. Não vamos desistir do nosso duro trabalho por salários iguais”, escreveu Molly Levinson no Twitter. Molly é representante do grupo de jogadoras. Ela também afirmou na rede social que vai recorrer da decisão do tribunal.

“Temos confiança em nosso caso e firmeza em nosso comprometimento de garantir que mulheres não tenham seu trabalho menos valorizado por causa de seu gênero”, completou Molly.

Bola de Ouro e Chuteira de Ouro da última Copa do Mundo, a capitã Rapinoe lamentou o resultado em suas redes sociais. “Nunca pararemos de lutar pela igualdade”, escreveu ela.

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