Pâmela Rosa: Skatista conversa com o Metro sobre expectativa para a Olimpíada de Tóquio

Por Metro Jornal São Paulo

Pâmela Rosa, de 20 anos, é uma das sensações do skate no Brasil. Ela foi campeã mundial na categoria street – que possui obstáculos de rua – em setembro do ano passado, em São Paulo, e atualmente lidera o ranking internacional da modalidade, feito que garante, até o momento, sua  vaga na Olimpíada de Tóquio-2020. É a primeira vez que o skate estará presente nos Jogos Olímpicos. Em entrevista ao Metro Jornal, a atleta comentou a expectativa para a Olimpíada, as dificuldades para começar a praticar a modalidade de forma profissional e seus hobbies preferidos: ela é torcedora fanática do São Paulo e tocou na bateria da sua escola de samba de coração, a Tom Maior.

Como foi a adaptação nas competições, agora que o skate é um esporte olímpico? O estila de vida dos atletas mudou?

Minha adaptação até que foi tranquila, comecei a ter uma personal trainer, uma nutricionista e fisioterapeutas bem próximos. Isso faz uma diferença muito grande.

Quais são as suas expectativas para a primeira Olimpíada com a participação do skate?

Estou muito ansiosa. Porém, estou vivendo um dia de cada vez. Meu foco é estar lá, mas estou muito focada nos campeonatos que ainda estão por vir para conseguir a classificação. E quero muito, após a Olimpíada, fazer a minha tão sonhada vídeoparte (produção em vídeo para divulgação do atleta).

Qual foi o sentimento de ser campeã de uma competição mundial em casa?

Foi um dos melhores sentimentos de toda a minha vida. Estava muito focada para a etapa em São Paulo. Consegui ganhar com a ajuda de todos os meus patrocinadores trabalhando juntos. Eu fiquei feliz demais por isso. Ganhar em casa é outra sensação. A torcida brasileira é a melhor, sem dúvidas.

Como você vê, hoje, o cenário no skate no Brasil? É o melhor momento do esporte?

Primeiramente, eu acredito que o skate será sempre o skate de suas origens. A Olimpíada com certeza será o evento mais importante da história do esporte. Mas acredito que a essência e a cultura do skate não vão mudar.

Quais os principais desafios em ser uma skatista mulher no Brasil? Há preconceito?

Acredito que a mulher não sofre preconceito diretamente, mas o esporte feminino é um pouco desvalorizado. Existe muito mais investimento para o esporte masculino do que para o feminino. Estamos aqui para tentar mudar isso e mostrar que todos nós somos iguais e podemos ter os mesmos espaços. O importante sempre é o respeito.

Quando você teve contato com o skate e decidiu levar como uma profissão para a sua vida?

Um colega da minha irmã foi fazer um trabalho de escola em casa e levou o skate. Ele não deixou eu andar porque eu era muito nova, tinha apenas 7 anos. Dias depois abriu uma pista de skate perto da minha casa e meus amigos me levaram. Eu queria andar, mas não tinha. Minha mãe deixou de pagar a conta de água e luz, pegou o dinheiro e comprou um skate para mim. Agora vai fazer 11 anos que é a minha vida e meu trabalho.

Quais os seus hobbies?

Torcer para o meu Tricolor, tocar na minha escola de samba de coração, a Tom Maior, e jogar futebol, que eu amo muito.

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo