Mundial de Clubes: Os sauditas do Al-Hilal no caminho do Flamengo

Com um belo gol de Gomis, os sauditas derrotam o Espérance, da Tunísia, por 1 a 0. Agora, sonham em aprontar uma zebra contra os brasileiros

Por Fernando Valeika de Barros, de Doha, para o Metro

O Al-Hilal, da Arábia Saudita, será o adversário do Flamengo na primeira partida das semifinais da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, em 2019. Com um golaço do atacante francês Bafetimbi Gomis, aos 28 minutos da etapa final, o ex-clube, do técnico português, Jorge Jesus, venceu por 1 a 0 o Espérance, da Tunísia, campeão da África. Com jogadores mais experientes e técnicos do que os tunisianos, o Al-Hilal dominou o jogo. Mas, tomou sustos.

Até a jogada decisiva de Gomis, o lance mais perigoso do jogo quase foi um gol contra do Al-Hilal. Ao tentar cortar uma bola, aos 8 minutos da etapa final, o zagueiro Sharanan deu um chutão – e a bola espirrou para a direção do seu próprio gol, obrigando o goleiro Al-Muaiqif a esticar-se todo, para defender a bola, que quase ia passando a linha do gol.

Foi uma das poucas chances do Espérance, que tinha começado a partida animado. Empurrado pela sua torcida, que ocupava a maioria dos lugares do estádio Jassin Bin Hamad, os tunisianos tentaram ir para cima. Mas, o entusiasmo deles durou apenas até os 15 minutos, quando o Al Hilal, melhor tecnicamente, começou a criar mais chances de gol.

Na melhor oportunidade do primeiro tempo, aos 21 minutos, Carlos Eduardo ficou cara-a-cara com o goleiro Ben Cheriufia, do Espérance – que fez a a defesa. Aos 45 minutos, no último lance de perigo do primeiro tempo, a bola sobrou para Carrillo, na entrada da área. O peruano mandou um chute forte, bem colocado, que o goleiro Ben Cherifia espalmou.

No intervalo, o técnico do Al Hilal, o romeno Razyan Lucescu decidiu colocar Gomis em campo. “Ele está recuperando-se de uma cirurgia no punho e não tinha condições de jogar os 90 minutos”, justificou o romeno, ao Metro Jornal. Deu certo. Com ele em campo, os sauditas apertaram o domínio. O gol do francês, saiu a 17 minutos do final da partida, depois de um belo drible.

Nem mesmo a expulsão do zagueiro Yasser Alsharani, a cinco minutos do apito final, estragou a festa dos sauditas. Eles fizeram muito barulho, apesar de serem minoria entre os 7.726 pagantes. Apesar de seu país ficar bem mais distante do Qatar, do que a Arábia Saudita, que faz fronteira com ele, os fãs do Espérance eram cerca de cinco vezes mais numerosos. Explicação: como Qatar e Arábia Saudita estão com relações diplomáticas rompidas, os acessos entre eles estão fechados. Na terça que vem não será difícil que os torcedores do Flamengo também sejam mais numerosos, no estádio Khalifa, na primeira semifinal do Mundial da FIFA.

Monterrey no duelo contra o Liverpool

Mais sólidos e técnicos do que o Al-Saad, do Qatar, os mexicanos do Monterrey avançam para as semifinais. Desta vez como azarões, contra Liverpool

Na partida que definiu o último semifinalista da Copa do Mundo de Clubes do Qatar, o Monterrey, do México, ganhou do campeão do país-organizador, o Al-Saad, por 3 a 2. Para tornar-se a primeira equipe mexicana a avançar para a decisão, terá de bater o Liverpool, da Inglaterra, no dia 18 de dezembro, no estádio Khalifa, em Doha.

Com uma equipe mais experiente, os mexicanos correram riscos em um jogo que parecia ser fácil para eles. Dirigido pelo espanhol Xavi Hernandez, ex-Barcelona e campeão mundial pelo seu país, o Al-Saad teve 59%v da posse da bola. Mas, seus jogadores erravam na hora de finalizar.

Não foi o caso do Monterrey, que acabou marcando graças a um forte chute de pé-esquerdo, do argentino Vangioni, da intermediária, que o goleiro Al Sheeb, do Al-Saad, nem viu passar – e estufar suas redes, aos 23 minutos do primeiro tempo.  Estava ruim para o time de Xavi? Podia piorar. No último lance do primeiro tempo, o espanhol Gabi, do Al Saad resolveu recuar uma bola, sem prestar atenção. Acabou fazendo um lançamento nos pés do atacante argentino Rogélio Funes Mori. Ele agradeceu o presente – e marcou o 2 a 0. “Merecíamos, sorte melhor, neste jogo, mas os erros individuais nos prejudicaram muito”, disse Xavi, ao Metro Jornal. O Al-Saad reagiu, aos 20 minutos. Um cruzamento do atacante Al-Haydos encontrou a cabeça do argelino Bounedjah, livre na área, que mandou para as redes.

Mas, nem deu tempo de os qataris comemorarem. Em um contra-ataque rápido, aos 31 minutos do segundo tempo,a bola sobrou para Carlos Rodríguez, na entrada da área. E ele chutou forte, para marcar o terceiro gol. Hassan diminuiu, aos 43 minutos da etapa final, para os qataris. E os seis minutos de tempo adicional deram um pouco de suspense, ao jogo. O problema eram os nervos, que não ajudaram o o Al-Saad.  Melhor para o Monterrey, que agora tentará chegar a uma inédita final.

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