Al-Hilal x Éspérance: Entre asiáticos e africanos, quem ganhar pega o Flamengo

Por Fernando Valeika de Barros, especial para o Metro Jornal

Al-Hilal, da Arábia Saudita, e Éspérance, da Tunísia, abrirão as semifinais da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, versão 2019, no Qatar, neste sábado, às 11h, em um duelo no qual os sauditas são, ligeiramente, favoritos . É bom prestar atenção neste jogo: quem vencê-lo, enfrentará o Flamengo, na semifinal, no dia 17 de dezembro.

O Al-Hilal, que foi treinado por Jorge Jesus até o começo de 2019, fez uma campanha irregular na Copa da Ásia. Apesar de ter jogadores rodados, como o francês Bafémtimbi Gomis e do peruano Carrillo, no ataque, o brasileiro Carlos Eduardo e o italiano Giovinco, no meio-campo, e o coreano Jang Hyun-Soo, na zaga, o time saudita só embalou mesmo nas finais, quando despachou o Urawa Reds, do Japão, sem sustos, vencendo por 1 a 0, em casa, e 2 a 0, fora. “Estamos embalados pelo título e viemos para fazer bonito”, promete o romeno Razvan Lucescu, o homem que assumiu o lugar do português Jorge Jesus, ex-técnico do time. Segundo ele, será um duelo em que os sauditas entram com mais técnica, os tunisianos com mais força física.

Com quatro títulos da Liga dos Campeões da África, o Esperánce de Tunis tem jogadores menos conhecidos do que o rival. Seu destaque é o marfinense Coulibaly. Mas, seu estilo de jogo, forte coletivamente, desbancou times mais badalados, como o Mazembe, do Congo, na semifinal e o WAC, do Marrocos, na decisão. E, assim, sem que muita gente desse bola para eles, levantaram a taça da Liga dos Campeões da África, invicto. “O Al-Hilal tem estrelas e talentos, mas no futebol jogam onze contra onze”, disse ao METRO o tunisiano Mouie Chaabani. “Em duas outras participações, nosso time era considerado favorito – e perdemos. Quem sabe agora, com os pés no chão e concentrados, a gente não chegue até a semifinal, contra o Flamengo?” Pelo jeito, equilíbrio e disputa não faltarão.

Al-Hilal 

O caminho do Al-Hilal até Doha  14 jogos, 9 vitórias, 2 empates, 3 derrotas, 26 gols a favor, 14 contra Primeira Fase  1º do Grupo C [1×0, 2×0 Al Ain (Emirados Árabes Unidos), 3×1,2×2 Al-Duhail (Qatar); 1×2, 1×0 Esteghlal Teerã (Irã)] Oitavas 4×2 (fora), 0x1 (casa) Al-Ahli Jeddah (Arábia Saudita) Quartas 0x0 (fora), 3×1 (casa) Al Ittihad (Arábia Saudita) Semifinais 4×1, 2x4Al-Sadd (Qatar) Finais 1×0, 2×0 Urawa Reds (Japão)

Formação (em 4-2-3-1)

(12) Al Maiouf; (20) Al-Shahrani; (21) Al-Hafith; (27) Jahfali e (11) Kadesh; (8) Cuellar e (14) Otayf; (32) Carrillo, (3) Carlos Eduardo e (6) Al-Abed; (16) Bafétimbi Gomis

Espérance 

O caminho do Espérance até Doha  13 jogos, 9 vitórias, 4 empates, 20 gols a favor, 6 contra Primeira Fase  1º do Grupo B [1×1, Horoya (Guiné), 2×0, Platinum (Zimbabue); 0x0, Orlando Pirates (África do Sul)] Quartas 3×2 (fora), 3×1 (casa) CS Constantinois (Argélia) Semifinais 1×0 (casa), 0x0 (fora) Mazembe (Rep. Democrática Congo) Finais 1×1 (fora), 1×0 (casa) WAC (Marrocos)

Formação (em 4-3-3) (1)
Ben Cherifia; (22) Derbali; (6) Yaakoubi, (30) Bedrane (11) Chetti; (3) Bonsú, (15) Coulibaly e (18) Benguit;  (8) Badri (9) Ouattara e (10) Elhouni

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