Copa feminina: Sem Rapinoe, EUA derrotam Inglaterra e vão tentar 4º título mundial

Por Estadão Conteúdo

Quatro vezes campeã olímpica, a seleção dos Estados Unidos vai ter a chance de conquistar no domingo o quarto título mundial no futebol feminino. Nesta terça-feira, a melhor equipe da atualidade derrotou a Inglaterra, por 2 a 1, em Lyon, na França, e agora vai aguardar o seu adversário na final, que sairá no duelo desta quarta-feira entre Holanda e Suécia.

As norte-americanas somam três títulos mundiais (1991, 1999 e 2015), um vice (2011) e três terceiros lugares (1995, 2003 e 2007). As inglesas vão tentar repetir a terceira colocação conseguida no Canadá, em 2015.

O triunfo desta terça foi obtido sem a presença da Rapinoe, uma das artilheiras deste Mundial, com cinco gols. Alvo de polêmicas durante a competição, por entrar em discussões públicas com o presidente dos EUA, Donald Trump, ela foi vetada da partida por motivos físicos. Mas deve estar de volta para a final, no domingo.

A rival vai sair do duelo entre Holanda e Suécia, que disputam a outra vaga na final, nesta quarta-feira.

O JOGO – As duas equipes iniciaram a partida com a confiança de terem vencido todos os jogos anteriores desta edição do Mundial. Logo aos três minutos, Lavelle fez grande jogada pelos Estados Unidos e tocou para Stokes bater forte e obrigar a goleira Telford a fazer boa defesa.

Favoritos, os Estados Unidos forçaram as jogadas pelo lado direito com Lavelle, Heath e O'Hara. Aos 9 minutos, não teve jeito. Heath disparou pela direita e tocou para Lavelle, que fez lindo corta-luz para O'Hara. O cruzamento veio da ponta-direita na cabeça de Press, substituta de Rapinoe, que nem saltou para abrir o placar.

As inglesas não tomavam um gol no Mundial havia quatro jogos. Já os EUA conseguiram pela sexta vez seguida fazer um gol entre os 15 primeiros minutos de jogo na competição.

Com a vantagem, os Estados Unidos deixaram a bola para a Inglaterra e passaram a apostar nos contra-ataques. Uma bobeada na zaga, aos 18 minutos, permitiu que o gol de empate. White apareceu no meio da zaga americana para desviar um cruzamento de primeira.

Os Estados Unidos reagiram de imediato, graças ao fôlego inesgotável de Lavelle, que somou mais duas finalizações com grande perigo. Não demorou e as norte-americanas conseguiram o segundo gol, por intermédio de Morgan, em linda cabeçada. A jogadora festejou seus 30 anos de idade.

O jogo continuou intenso e Walsh quase fez um golaço de empate da intermediária, mas Naeher fez grande defesa. Ertz retrucou pelos EUA, mas errou o alvo.

O segundo tempo começou muito nervoso, com as duas equipes errando muitos passes e cometendo muitas faltas. Os EUA recuaram sua marcação e as inglesas tiveram espaço para criar suas jogadas. Aos 21 minutos, White chegou a empatar a partida, mas o VAR acusou impedimento da artilheira e anulou o gol.

Aos 35, o VAR acusou pênalti para a Inglaterra, ao flagrar falta de Sauerbrunn em White. A capitã Houghton bateu fraco e Naeher defendeu no canto direito. Na jogada seguinte, a zagueira inglesa Bright foi expulsa.

Nos últimos minutos, a experiente seleção norte-americana soube como "matar" o tempo para conseguir mais uma vez a vaga na decisão de um Mundial.


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