Mundial feminino: A França é favorita, mas o Brasil ainda acredita

Por Fernando Valeika de Barros, Especial para o Metro

Acanhado, o Estácio Océane, em Le Havre, tem apenas 25 mil lugares. Certamente, será um caldeirão recheado de bandeiras tricolores e muito barulho para apoiar a seleção francesa, no jogo contra o Brasil, pelas oitavas-de-final. Além do apoio, as anfitriãs venceram todas as suas rivais, ao contrário da Seleção Brasileira, que chegou em terceiro, em seu grupo, no sufoco.

Isso dito, Marta e suas companheiras vão para o tudo ou nada, neste domingo, às 16 horas, com transmissão da Band, nas oitavas-de-final da Copa do Mundo contra as francesas, donas da festa. Mas, o discurso do time não é de derrota antecipada. “A França é a dona da casa, o estádio estará cheio, mas adoro disputar partidas com este clima”, disse ao METRO, a estrela da seleção brasileira, logo depois da partida contra a Itália. “Jogos decisivos não são definidos na véspera.”

 No sábado, o discurso do técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão, e da atacante Debinha, mantiveram o otimismo. “Temos uma seleção que pode fazer frente contra a França”, disse Vadão. “Elas terão a torcida, mas será dentro de campo que as coisas vão se resolver”.

Debinha também acredita que a classificação ainda não esta definida. “O público empurra, mas dentro de campo, serão onze contra onze”, disse. “Nosso time tem peças que podem resolver uma partida individualmente. Vamos jogar contra elas, de igual para igual”.

As francesas prometem “paciência”
Do lado da França, o discurso também é de otimismo. Pudera: a seleção joga em casa, até aqui em estádios lotados, venceu todos os seus jogos:  contra Coreia do Sul, Noruega e Nigéria e, ainda por cima, jamais perdeu para o Brasil. Venceram três e empataram cinco, dos oito jogos disputados entre os dois times. Mesmo assim, elas recusam o rótulo de favoritas, “É um jogo de mata-mata, de Copa do Mundo”, diz a zagueira Allassou Tounkara. “Com jogadoras como Marta e Cristiane, o Brasil é um time sólido”. Segundo a estrela do time, a atacante, Eugènie Le Sommer, será preciso “muita paciência para as francesas”.

A técnica da França Corinne Diacre também não espera facilidade. ”Nossas jogadoras estão serenas, tivemos um dia a mais de descanso do que as brasileiras, mas sabemos que teremos um jogo duro neste domingo, mas o nosso plano é chegar à final, no dia 7 de julho”, disse em sua última entrevista antes da partida. “Desde dezembro estudamos os nossos adversários: sabemos que a seleção brasileira pode não ser, exatamente, um time que se caracteriza por ser forte na defesa, mas é forte ofensivamente”. Vença quem vencer neste domingo em Le Havre, as quartas de final prometem: quem passar tem boas chances de encarar as americanas, atuais campeãs mundiais, que encaram a Espanha, nas oitavas.


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