Xô, urucubaca! Liverpool é campeão da Champions

O Liverpool e seu técnico, o alemão Jürgen Klopp, eram os reis das seis finais perdidas. Mas, a maré de azar acabou: com a vitória de 2 a 0 contra o Tottenham, os Reds chegam ao hexa europeu

Por Fernando Valeika de Barros, de Madri, Especial para o Metro Jornal

Ao contrário das semifinais eletrizantes – e que tiveram reviravoltas  –,  a final da Liga dos Campões, entre Tottenham e Liverpool foi travada. Emoção para valer, a decisão da Liga dos Campeões de 2019, em Madrid, só teve mesmo, logo depois que a bola começou a rolar. No primeiro ataque do Liverpool, o atacante senegalês Sadio Mané cruzou para o meio da área. Azarado, no meio do caminho, a bola bateu meio no braço direito, meio no peito de Sissoko, o zagueiro do Tottenham. Mas, o árbitro, o eslovaco Damir Skomina, não teve dúvida: pênalti! Sem direito a VAR, na cobrança, 1 x 0 para o Liverpool. Apesar do francês Lloris ter ido no canto certo, a cobrança de Mohamed Salah de pé esquerdo, foi forte e certeira. Na comemoração, Salah ajoelhou-se e agradeceu a Alá. Para a festa dos torcedores de vermelho.

Com a vantagem no placar, logo aos 2 minutos de partida, o Liverpool tratou de cadenciar seu ritmo.

Para ajudar, com os nervos à flor da pele e sob um calor de 30 graus, em Madri, o Tottenham teve mais posse de bola (63% do tempo), mas sequer esboçou uma reação. Com sua estrela, Harry Kane, visivelmente fora de ritmo e o coreano Son apagado, o time não conseguia criar chances. Muito menos encurralar o rival. Mesmo controlando menos a bola, o Liverpool finalizou 8 chutes contra 2 dos rivais. E, por um triz não matou de vez a partida, com uma bomba de Robertson, de fora da área, que Lloris espalmou, aos 36 minutos da etapa inicial.

No segundo tempo, o Tottenham foi para o tudo ou nada. Mas, caiu na mesma armadilha do primeiro tempo. Sem conseguia manter-se no campo de ataque durante a maior parte da partida, também não criava chances de gol. Para resistir, o alemão Jurgen Klopp tratou de colocar sangue-novo na sua equipe: em poucos minutos sacou Roberto Firmino para a entrada do belga Origi (um dos heróis da virada contra o Barcelona, nas semifinais) e trocou o meia brasileiro Fabinho por Milner, mais marcador.
Pochettino, o técnico do Tottenham, resolveu se mexer: colocou o brasileiro Lucas Moura no lugar de Harry Winks, apagadão. Mas, ao contrário de Amsterdã, quando o brasileiro marcou três gols, desta vez não houve milagre. Fiel à sua estratégia, o Liverpool chegava pouco ao ataque. Mas, quando vinha, era perigoso. Faltando 17 minutos, quase Milner marcou o segundo, de pé direito, em um chute rasteiro, da entrada da área. Nessa altura, o técnico do Tottenham foi para o tudo ou nada: sacou o zagueirão Sissiko e colocou o grandalhão Eric Dier, uma esperança para as bolas cruzadas pelo alto. Com seus onze jogadores na defesa, o Liverpool tratava de se defender, como podia. Neste ataque contra defesa, o Tottenham começou a rondar o gol de Alisson. Em noite inspirada, o goleiro brasileiro pegava tudo.  O golpe de misericórdia viria aos 42 minutos. Depois de uma confusão na entrada da área do Tottenham, a bola sobrou para Matip, que descobriu Origi, do lado esquerdo do ataque. O belga chutou forte, cruzado, sem chance para Lloris. Com o 2 a 0 partida estava definida.
Depois de 14 anos, o Liverpool volta a ser o dono da Europa.

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