Preso nos EUA, José Maria Marin recebe pensão de R$ 20 mil do Estado de São Paulo

Por Metro Jornal com Estadão Conteúdo

Os paulistas mais novos conhecem José Maria Marin apenas como o ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), atualmente preso nos Estados Unidos após condenações por organização criminosa, fraude bancária e lavagem de dinheiro no período que presidiu a entidade esportiva – 2012 a 2015. Muito antes do futebol, porém, o advogado paulistano teve uma extensa carreira na política, sendo vereador, deputado estadual, vice-governador e governador entre os anos de 1964 e 1983.

Desde 1987, Marin recebe do Estado de São Paulo uma pensão vitalícia, graças ao direito como ex-parlamentar de uma extinta carteira previdenciária dos deputados paulistas. Hoje, o valor chega a R$ 20.257,80, que é pago mensalmente.

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Nos dois últimos anos, o futebolista precisou vender um grande patrimônio imobiliário para arcar as despesas com advogados, dívidas processuais e multas no país norte-americano. Foram três imóveis em São Paulo, um apartamento, um casarão e um prédio comercial, que o levaram a arrecadar R$ 37 milhões. De acordo com o jornal "O Estado de S. Paulo", os advogados de Marin confirmaram as transações, mas se pronunciarão apenas quando os recursos do brasileiro forem julgados pela Justiça dos Estados Unidos.

Condenação

José Maria Marin está preso desde maio de 2015, quando foi detido na Suíça em investigação liderada pelo FBI. De lá, foi para Zurique, onde ficou seis meses até ser transferido para os Estados Unidos. No país americano o futebolista permaneceu em prisão domiciliar até ser condenado em dezembro de 2017. Ele cumpre quatro anos de detenção, após a Justiça o considerar culpado pelo recebimento de propina de 6,5 milhões de dólares (R$ 25,3 milhões pelo câmbio atual) para assinar contratos de direitos comerciais da Libertadores, Copa do Brasil e Copa América. Marin nega os crimes.

Nesta semana, o Comitê de Ética da Fifa anunciou o banimento do futebol do ex-presidente da CBF. Fora o afastamento, Marin terá de pagar uma multa de 1 milhão de franco suíços, o equivalente a R$ 3,8 milhões pela cotação atual. A entidade máxima de futebol afirmou que Marin violou o artigo 27 do seu Código de Ética.

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