Com 11 brasileiros, Circuito Mundial de Surfe começa nesta quarta na Austrália

Por Paulo Borgia - Metro São Paulo

Gold Coast, na Austrália, é a primeira parada do Circuito Mundial de Surfe, que começa nesta quarta-feira (3). E a ansiedade é grande. Estarão lá nada menos do que 13 brasileiros, sendo 2 mulheres e 11 homens, na busca pela taça no fim do ano. Mais do que isso: alguns deles ainda serão recompensados com uma vaga na Olimpíada de Tóquio-2020.

Aos 25 anos, Gabriel Medina chega com muita moral. Atual campeão, o brasileiro é o cara a ser batido no circuito. Ele estará ao lado de outros dez brasileiros, todos com muita força para manter o “brazilian storm” poderoso: Adriano Souza (campeão em 2015), Filipe Toledo, Ítalo Ferreira, Willian Cardoso, Jessé Mendes, Michael Rodrigues, Yago Dora e os classificados do WQS, a divisão de acesso, Peterson Cristiano, Deivid Silva, que estreiam no WCT, a primeira divisão do surfe, e Jadson André. No feminino, estarão na luta Silvana Lima e Tatiana Weston-Webb.

A moral do Brasil é grande no circuito. No ano passado, o surfista Owen Wright, um dos monstros do WCT, não escondeu sua admiração: “Gostaria de dizer o quanto me inspiram o Brasil e o domínio competitivo de seus surfistas. Esse ano [de 2018] vai para os livros de história. Eles ganharam o título mundial, a tríplice coroa, mundial júnior e 9 de 11 etapas do Mundial”. Não é pouco mesmo. Ao que parece, o “tempo fechou” para os gringos e a tempestade vem ainda mais forte.

A 'concorrência'

Maior nome da história do surfe, 11 vezes campeão mundial, Kelly Slater segue mais um ano na elite do surfe e o melhor: em alto estilo. O norte-americano de 47 anos sonha disputar os Jogos de Tóquio, em 2020.

Campeão de 2016 e 2017 e maior rival de Gabriel Medina nos últimos anos, John John Florence retorna ao circuito. O surfista havaiano se machucou no ano passado e não disputou a temporada. Mais um rival de peso na briga pelo título.

Vale disputa por medalha

O Circuito Mundial também será decisivo para a corrida olímpica dos Jogos de Tóquio-2020. A classificação acontece com os dez primeiros no masculino e as oito primeiras no feminino, com limite de dois nomes por país, mais os resultados válidos de três torneios: os Jogos Pan-Americanos de Lima, que acontecem de 26 de julho a 11 de agosto, o ISA Surf Games, de 7 a 15 de setembro, e o ISA Surf Games de 2020, que ainda não tem uma data definida.

As etapas

A WSL, organizadora do circuito, fez mudanças nas competições a partir desse ano e as baterias agora acontecem assim:

  • Na 1ª fase os 36 surfistas são distribuídos em 12 baterias, com três atletas. Quem vencer avança direto para a 3ª fase. Os perdedores disputam a segunda fase.
  • Os 24 competidores derrotados na 1ª fase são divididos em 12 baterias de dois atletas em cada. Os vencedores dessa segunda fase se juntam aos classificados na 3ª fase, mais uma vez em 12 baterias de dois competidores.
  • Na quarta fase, os 12 surfistas vencedores da etapa anterior são divididos em quatro baterias com três atletas. Os dois primeiros de cada confronto avançam às quartas de final. Daí até a decisão segue o sistema de mata-mata. Quem perder, está fora. Quem vencer, segue na briga até um se sagrar campeão.

Premiações iguais

Essa temporada entra para a história, pois será a primeira com premiações iguais para homens e mulheres, com a intenção de melhorar o nível do surfe feminino e incentivar as meninas a praticarem a modalidade. “Queremos estar na vanguarda para pressionar pela igualdade em todas as esferas da vida, começando pelas ondas. É um passo à frente para elevar o nível do surfe feminino”, disse Sophie Goldschmidt, CEO da WSL.

calendário mundial de surfe
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