País-sede da primeira Copa, Uruguai se mobiliza para sediar Copa de 2030

Futebol. País-sede da primeira Copa se apresenta para ter o evento no ano do centenário da competição. Em Montevidéu, bar temático do Mundial de 30 vira ponto de mobilização

Por Maicon Bock, Metro Porto Alegre

A 12 anos de 2030, o Uruguai já se mobiliza para ser sede da Copa do Mundo que marcará o centenário do evento. País-sede – e vitorioso – da primeira edição, em 1930, o vizinho apresentou candidatura conjunta com a Argentina e o Paraguai há um ano.

Em Montevidéu, o assunto está nas rodas de conversa. Um dos pontos mais emblemáticos da mobilização é o bar-café El 30, onde tudo remete ao primeiro Mundial de futebol. Nas paredes, um cartaz oficial e fotos lembram os jogos do torneio que reuniu 13 seleções, inclusive o Brasil. Sobre os móveis, objetos originais, como medalhas e souvenirs, estão expostos. Algumas fotos de época foram coloridas digitalmente e transformadas em postais.

Além de tomar um café ou beber cerveja no local assistindo a algum jogo, é possível levar para casa uma garrafa de vinho tannat com o rótulo do bar e até uma réplica da bola do Mundial de 30, costurada à mão. É o item mais atrativo, como se segurá-la fosse capaz de ser transportado para o estádio Centenário de 88 anos atrás. O presidente Tabaré Vázquez, que trabalha a 100m do bar, encantou-se com a bola e passou a presenteá-la a chefes de Estado que o visitam. Mick Jagger também ganhou uma.

O foco do bar é a integração. Prova disso é que não há referências explícitas ao título uruguaio, a não ser no livro sobre o Mundial publicado por Martín Corbo, sócio do bar e um estudioso do primeiro Mundial. A Copa de 50, vencida pelo Uruguai sobre o Brasil em pleno Maracanã, não é sequer mencionada. “Queremos integrar a todos. Os brasileiros é que chegam aqui e lamentam a Copa de 50”, conta Gastón Colacce, o outro dono do bar localizado na quadra em frente ao imponente Teatro Solís.

O encantamento com o Mundial de 1930 transparece nas falas dos donos. “A Copa de 2030 pode ser aqui ou não, mas os festejos serão aqui. O Mundial de 30 foi um feito histórico que ninguém pode nos tirar”, diz Gastón. O Brasil, traumatizado com a Copa de 2014, certamente não será obstáculo para a escolha dos vizinhos como sede.

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