Bélgica e França se enfrentam por vaga na grande final da Copa

Por Fernando Valeika de Barros - Metro Jornal

Sentados a poucos metros de distância um do outro, hoje, às 15h, no estádio Krestovsky, em São Petersburgo, o francês Didier Deschamps, 49, e o espanhol Roberto Martínez, seis anos mais jovem, farão um dos duelos táticos mais esperados da Copa do Mundo.

E, ao mesmo tempo, colocarão frente a frente duas trajetórias muito diferentes no mundo do futebol. Ex-capitão da seleção francesa, Deschamps é um dos jogadores mais vencedores de todos os tempos. Ganhou com a seleção francesa o mundo em 1998 e a Europa em 2000.

Foi líder e símbolo do emergente Olympique de Marselha. Levou o time francês a um inédito título europeu em 1991. Repetiu o feito, cinco anos depois, na Juventus, ao lado de Zidane. Três anos depois de estrear como técnico, levou o Monaco a uma inédita final da Liga dos Campeões. Depois, conduziu o Marselha de volta ao título francês. Não foi surpresa, portanto, quando, em 2012, o baixinho Deschamps substituiu Laurent Blanc com a missão de preparar a França.

Já Martínez é um filho dos tempos da globalização. Catalão de nascimento, casado com uma escocesa, há dois anos ele foi colocado no comando da Bélgica substituindo Marc Wilmots, considerado um dos maiores atacantes belgas de todos os tempos – ele enfrentou o Brasil em Nagoya, em 2002 – e que tinha ido muito mal na Euro 2016. Seu cartão de visita era um trabalho feito em clubes ingleses, primeiro como jogador do Wigan, entre 1995 e 2001, depois como treinador.

Mesmo com recursos modestos, levou times como o Swansea, o próprio Wigan e o Everton a boas colocações, com sistemas de jogo bem organizados. Considerado um mestre nas táticas, ele também é conhecido como um excelente gestor de recursos humanos. Um de seus feitos no Everton foi, exatamente, recuperar um certo Lukaku, o atacante grandalhão com quase 100 quilos, e que estava em baixa no futebol inglês.

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