Nigéria vence a Islândia e facilita a vida da Argentina

Por Estadão Conteúdo

A Nigéria venceu pela primeira vez na Copa do Mundo da Rússia nesta quinta-feira. Em Volgogrado, a seleção africana fez a festa de sua torcida e da Argentina ao passar pela Islândia por 2 a 0, resultado que a deixa mais próxima da vaga às oitavas de final e aumenta a esperança do time sul-americano na briga.

Quem também comemorou o placar foi a Croácia, que já estava classificada e se aproximou de garantir a liderança do Grupo D, em que tem seis pontos. A segunda colocação é justamente da Nigéria, com três, enquanto Islândia e Argentina somam apenas um, mas seguem na briga por vaga.

Na última rodada, a Croácia depende de um empate contra a Islândia, terça-feira, em Rostov, para passar como líder, enquanto os islandeses precisam vencer. Na outra partida, a Argentina tem que bater a Nigéria em São Petersburgo, no mesmo dia, e torcer contra os islandeses para avançar. Aos nigerianos, até um empate pode bastar, desde que a Islândia não derrote a Croácia por dois gols de diferença.

O triunfo nigeriano foi fruto da inspiração de Musa, atacante que marcou dois belos gols no segundo tempo. Foi na etapa final, aliás, que a equipe africana acordou, após um primeiro tempo em que sequer finalizou ao gol e viu os islandeses imporem seu estilo de jogo.

Nos pés de seu principal jogador, a Islândia levou perigo em duas oportunidades nos minutos iniciais. Gylfi Sigurdsson exigiu boas defesa de Uzoho em cobrança de falta e em finalização da meia-lua. Mas parou nisso. Os europeus tinham muita dificuldade na criação e limitavam-se a tentar em cruzamentos para a área, com os pés ou em arremessos laterais.

Mesmo sem levar perigo, ainda eram superiores à Nigéria, que insistia em jogadas pela direita com Moses e terminou o primeiro tempo sem um chute a gol. Os islandeses, menos piores, assustaram em duas oportunidades pelo alto. Aos 44, com Finnbogason, e dois minutos mais tarde, com Bodvarsson.

O técnico Gernot Rohr deve ter dado um chacoalhão em seus comandados, porque a Nigéria voltou completamente diferente do intervalo e marcou logo aos três minutos, aproveitando contragolpe justamente após arremesso lateral adversário para a área. Iheanacho ficou com a sobra e abriu rapidamente com Moses, que avançou com espaço e cruzou para Musa. O atacante dominou com estilo e fuzilou para a rede.

O gol obrigou a Islândia e se lançar mais ao ataque, e aí os europeus mostraram claro desconforto. Sem criatividade, apenas deram mais espaços aos contragolpes nigerianos. Aos 11, Ndidi recebeu com liberdade e arriscou de fora, parando em Halldorsson Aos 20, foi a vez de Moses tentar e jogar rente à trave.

O domínio nigeriano se tornou amplo. Com posse de bola e muito mais qualidade, atacou a Islândia de todas as formas e passou a acumular chances perdidas. Aos 26, Balogun aproveitou escanteio da direita e testou por cima. Dois minutos mais tarde, Musa recebeu na área e chutou com estilo, no travessão.

Mas não demoraria para o atacante do CSKA Moscou voltar às redes No minuto seguinte, ele recebeu pela esquerda, passou como quis por Arnason e ainda driblou o goleiro antes de marcar.

Quando tudo parecia definido, a defesa nigeriana se complicou e deu vida nova à Islândia. Aos 35 minutos, errou na saída de bola, Ebuehi atropelou Finnbogason e o árbitro, auxiliado pelo VAR, assinalou pênalti. Gylfi Sigurdsson bateu por cima. Finnbogason ainda teve uma última grande chance, mas o dia não era mesmo da seleção europeia.

FICHA TÉCNICA:

NIGÉRIA 2 X 0 ISLÂNDIA

NIGÉRIA – Uzoho; Omeruo, Ekong e Balogun; Moses, Etebo (Iwobi), Mikel, Ndidi e Idowu (Ebuehi); Musa e Iheanacho (Ighalo). Técnico: Gernot Rohr.

ISLÂNDIA – Halldorsson; Saevarsson, Ragnar Sigurdsson (Ingason), Arnason e Magnusson; Gunnarson (Skulason), Gislason, Bjarnason e Gylfi Sigurdsson; Bodvarsson (Sigurdarson) e Finnbogason. Técnico: Heimir Hallgrimsson.

GOLS – Musa, aos três e aos 29 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Matt Conger (Fifa/Nova Zelândia).

CARTÕES AMARELOS – Idowu (Nigéria).

PÚBLICO – Não disponível.

LOCAL – Arena Volgogrado, em Volgogrado (Rússia).

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