A vez de Neymar! Craque está pronto para levar Brasil ao topo; baixe o pôster

Por Paulo Borgia - Metro Jornal

São 41 minutos do segundo tempo. Neymar se posiciona para receber a bola no campo de defesa do Brasil, mas antes é atingido pelo lateral Zúñiga, da Colômbia, com uma joelhada nas costas. O brasileiro é retirado de maca, aos prantos, e, imediatamente, é levado para o hospital. Silêncio no Castelão, em Fortaleza. Seria o fim da Copa do Mundo de 2014 para o camisa 10, que havia quebrado a terceira vértebra lombar.

Foram 45 dias parado, em tratamento intensivo, até poder voltar a jogar. Após o grande susto, onde milímetros poderiam fazer uma diferença terrível, afetando sua coluna, Neymar está de volta. Em um amistoso do Barcelona no Camp Nou, contra o Léon, do México, marca dois belos gols e mostra que, sim, é um cara diferenciado.

Essa diferença que fez marca dois anos depois, quando se consagrou em pleno Maracanã, ao ser referência, não só futebolística, mas de jogador experiente, que levou o Brasil à conquista da medalha de ouro, nos Jogos do Rio.

Coube a ele bater o pênalti que trouxe o primeiro título olímpico ao futebol brasileiro, aquele que faltava para a extensa galeria de conquistas do país do futebol. O choro agora é de alegria.

Faz lembrar também a decepção de 2010, quando ainda era um menino, com 18 anos, mas que já brilhava no Santos, com gols incríveis, passes impressionantes e um futebol que há muito não se via no Brasil. Para o torcedor, ele era nome certo na lista do técnico Dunga, mas ficou de fora, e a história da Seleção na Copa do Mundo da África do Sul todos sabemos.

“Naquela época, acho que eu não estava pronto para ser o cara da Seleção. Eu gostaria muito de estar no grupo, mas foi uma escolha do treinador e temos que respeitar. Torci como todo brasileiro”, disse anos depois.

Novo drama

Estamos em 2018, dia 25 de fevereiro, no jogo entre Paris Saint-Germain e Olympique de Marselha, pelo Campeonato Francês. São 31 minutos do segundo tempo e, sozinho, Neymar cai em campo. O choro é de desespero. Ele havia torcido o tornozelo e, horas depois foi constatado o pior: uma fissura no quinto metatarso do pé direito. Novo e maior drama na vida do atacante, a menos de quatro meses para a estreia do Brasil na Copa do Mundo da Rússia.

Muitos consideravam que, se Neymar estivesse em campo contra a Alemanha, o 7 a 1 jamais existiria. Ele inclusive. Nunca iremos saber se isso é verdade, mas também não queremos correr riscos e não ter nosso maior craque em outra Copa do Mundo seria motivo de (muita) preocupação.

O retorno

Corta para o dia 3 de junho de 2018. Foram 45 minutos inquietos no banco de reservas da partida amistosa entre Brasil e Croácia, realizada em Liverpool, em preparação para o Mundial. Neymar está ansioso e retorna do intervalo já aquecido, no lugar de Fernandinho. Está pronto para, enfim, voltar a jogar bola após três meses da cirurgia no pé.

Os primeiros toques na bola foram de receio, de readaptação. Mas essa fase não durou muito. Aos 23 minutos, recebeu passe de Coutinho. Com dois toques ligeiros, se livrou de três marcadores e fuzilou para o gol. Correu para o abraço com o médico da Seleção, Rodrigo Lasmar, que foi fundamental em sua recuperação. Neymar estava de volta, junto com a empolgação da torcida brasileira, aquela mesma que ficou atônita com o ataque alemão no dia 7 de julho de 2014, no Mineirão.

Mais do que uma nova energia, proposta pelo técnico Tite desde que assumiu a Seleção, em 2016, o brasileiro voltou a acreditar no futebol bonito, bem jogado, ofensivo, que sempre marcou o Brasil e também a carreira de Neymar.

Com esse gol e outro marcado em amistoso contra a Áustria, no último dia 10, o craque chegou a 55 gols com a camisa amarela, em terceiro na lista de artilheiros da Seleção, atrás de Ronaldo (62) e Pelé (77). O número de tentos marcados é o mesmo de outro craque, Romário, fundamental para a campanha do tetra, em 1994.

Que Neymar da Silva Santos Júnior, nascido em Mogi das Cruzes (SP), há 26 anos, tenha um futuro na Seleção Brasileira tão bom ou melhor que do eterno baixinho. E que esse futuro vitorioso comece a ser consagrado a partir de domingo, na estreia do Mundial, contra a Suíça. “A caminhada começou e estou indo ao teu encontro, sei que vou encontrar muitas dificuldades mas farei o impossível pra te ter em minhas mãos. Rumo à glória, rumo ao hexa!”, escreveu Neymar em sua conta no Instagram, junto a uma foto onde olha fixo para a taça Copa do Mundo, que será entregue após a final, no dia 15 de julho, em Moscou. Torcemos, para que seja em suas mãos.

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Neymar arte
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