A fera Suárez, muito além da raça uruguaia; baixe o pôster

Por Marcelo Ruiz
Selo Copa 2018 Arte / Metro Jornal

Cuidado, cão bravo!  Essa frase poderia estar escrita na camisa da seleção do Uruguai, mais especificamente abaixo do número 9 da camisa de Luis Suarez, que é, literalmente, uma fera em campo. Além do faro inegável de gol, o atacante do Barcelona também tem um peculiar histórico de morder adversários –  foram pelo menos três casos.

O primeiro episódio do “Vampiro Uruguaio” aconteceu em novembro de 2010, quando o atacante defendia as cores do Ajax, da Holanda. No clássico contra o PSV, câmeras de TV flagraram Suárez dando uma abocanhada no pescoço de Otman Bakkal. “O que se viu foi uma mordida, mas a verdade é que ele já tinha pisado em mim sete vezes”, justificou na ocasião, quando foi multado e suspenso por quatro jogos pela agressão.

Cena parecida voltou aos holofotes em abril de 2013, quando o uruguaio já jogava pelo Liverpool. E foi mais uma vez em um clássico. Após empurra-empurra dentro da área do Chelsea, o atacante meteu uma dentada no braço do lateral Ivanovic. “Peço desculpas a ele e a todo mundo do futebol pelo comportamento injustificável. Estou muito arrependido”, publicou no Twitter minutos depois da partida.

Tais palavras foram esquecidas pouco mais de um ano depois. Desta vez, a vítima de Luizito foi o zagueiro italiano Chiellini, durante a última partida da fase de grupos da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Na partida em que o Uruguai eliminou a tetracampeã Itália em vitória por 1 a 0, uma das marcas da partida foi a dos dentes de Suarez no pescoço do adversário. O árbitro não viu a agressão e o atacante sequer foi advertido com cartão. Mas ele não saiu impune: a Fifa suspendeu o uruguaio em 9 partidas e o proibiu de jogar futebol por quatro meses.

E não foi o único ato de loucura dele em um Mundial. Quatro anos antes, porém, na África do Sul, ele saiu como herói. A partida de quartas de final contra Gana caminhava para ser decidida nos pênaltis em um teimoso 1 a 1. No último segundo antes de o juiz apitar o fim do jogo, um bate e rebate dentro da área uruguaia e um toque de cabeça estava colocando a bola para dentro. Mas Suárez, como um goleiro em cima da linha, espalmou, evitou o gol e fui expulso. Asamoah Gyan bateu no travessão e em seguida o árbitro encerrou o jogo. Nas penalidades, os uruguaios se classificaram.

Esse instinto de defesa pode ter relação com as dificuldades enfrentadas na infância. Nascido em Salto, cidade na divisa com a Argentina, em janeiro de 1987, Suarez logo se mudou com a família para a capital Montevidéu. Ele viu os pais, um segurança de prédio e uma faxineira de shopping, se separaram cedo. O pai, que tinha problemas com o álcool, se afastou dele e dos outros cinco irmãos. Suarez foi criado pela mãe e o avô, que tinham dificuldade para colocar comida em casa. Para ajudar, ele chegou a trabalhar como flanelinha e gari ainda quando era criança. “Sei que, se não tivesse crescido desse jeito, não teria conseguido progredir. Caminhava sozinho com 8 ou 9 anos para ir treinar, ficava dois ou três dias na casa de um amigo sem meus irmãos ou minha família para ir jogar um jogo”, relatou em entrevista ao jornal Sport, da Espanha.

Após dura batalha, enfim veio a recompensa. Aos 14 anos, começou a jogar pelo Nacional, de Montevidéu, onde atuou até 2006 e, aos 19 anos, foi contratado pelo Groningen, equipe modesta da Holanda. Uma temporada depois já era jogador do Ajax, da capital Amsterdã, onde precisou de pouco tempo para ganhar notoriedade. Na campanha 2009/10, foi o artilheiro da Eridivisie (Campeonato Holandês) e levou o clube à Liga dos Campeões.

Os 103 gols em 147 partidas pelo Ajax fizeram o Liverpool pagar € 26,5 milhões por ele em 2011. Na equipe inglesa o sucesso não foi diferente: na temporada 2013/14 foram 31 gols em 31 jogos, o que lhe rendeu a Chuteira de Ouro da Europa. Os belos números o levaram para o Barcelona logo após a Copa de 2014. Os espanhóis pagaram nada mais nada menos que € 81 milhões (R$ 245 milhões) por ele.

Aos 31 anos, Suarez é hoje um dos principais jogadores do mundo. Na seleção, é o maior artilheiro da história (com 45 gols), faturou uma Copa América em 2011 e, ao lado de Cavani, promete dar trabalho na Rússia em um ataque de dar inveja a qualquer equipe. No time catalão, o atacante já tem 115 gols em 137 partidas e coleciona diversos títulos, como o Mundial de Clubes (2015) e a Liga dos Campeões (2014/15).

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pôster Suarez Arte / Metro Jornal

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