‘O Brasil está recuperado do 7 a 1’, diz técnico da Suíça

Por Valter Júnior/Metro Porto Alegre

Enquanto no Brasil ainda há questionamentos se o vexame de 2014 foi psicologicamente superado, para Vladmir Petkovic, técnico da Suíça, o 7 a 1 está enterrado no passado. O treinador da Suíça, primeiro adversário da Seleção na Copa do Mundo, tem a oportunidade histórica de fazer a melhor campanha do país em Mundiais. Treinador do selecionado europeu desde 2014, Petkovic é uma figura incomum. Jogador de futebol de pouco destaque, o bósnio trabalhou em uma instituição de caridade entre 2003 e 2008, enquanto treinava equipes pequenas à noite. Uma década depois, a responsabilidade aumentou. O treinador conversou com o Metro Jornal e falou sobre suas expectativas para a Copa e o confronto do time de Tite.

Essa é a melhor geração da história da Suíça?

Não gosto de comparar. Estou feliz com o que temos no momento, somos uma das 32 seleções da Copa do Mundo. Sabemos que há muito trabalho a ser feito, mas estamos trabalhando duro hoje para sermos melhores amanhã.

Se a Rússia não fosse a anfitriã, a Suíça seria uma das cabeças de chave e evitaria o confronto com o Brasil. Isso é frustrante?

De maneira alguma. É uma alegria enfrentar o maior vencedor de Copas do Mundo. Claro que somos realistas e o Brasil não é somente o favorito do grupo, mas também um dos times que podem vencer a Copa. Mas faremos o melhor.

Jogar a estreia contra o Brasil é bom ou ruim?

Não acho muito útil pensar nesse tipo de situação. Jogar contra o Brasil cedo na competição pode ser um pouco menos perigoso para nós, desde que há uma pequena chance de que o Brasil precise de um pouco de tempo para “entrar” na Copa.

O Brasil ainda carregará o peso de 2014?

Não, isso é uma história antiga. São tantos jogadores talentosos. Muita coisa mudou desde então. O Brasil provou que está bem recuperado da decepção do 7 a 1 para a Alemanha em 2014.

Qual sua relação com o futebol brasileiro?

Simplesmente amo. São muitos jogadores talentosos, um time tão bom. O que um amante do futebol pode querer mais? A Seleção Brasileira tem um grande time, é bom de ver jogar, além de um grande técnico. O Tite vem fazendo um trabalho extraordinário.

Já Conversou com o Tite?

Claro. Recentemente nos encontramos duas vezes, em dezembro no sorteio dos grupos em Moscou e em Sochi, num workshop. Tenho um imenso respeito em relação ao seu trabalho. Ele vem trabalhando muito bem, de verdade. Dê uma olhada nas estatísticas das Eliminatórias, dizem tudo. É sempre um prazer encontrá-lo e trocar uma palavra ou outra com ele. Ele é um cavalheiro dentro do futebol.

O modo como o senhor prepara o seu time para jogar contra o Brasil é o mesmo que fará para os outros jogos da Copa?

Bem, as questões básicas são as mesmas. Não pensamos muito no oponente. Queremos focar nas nossas qualidades e ter certeza que estamos prontos para levar tudo para o campo. Mas o jogo contra o Brasil ainda está distante. Ainda temos outros jogos antes. Sempre consideramos o próximo jogo o mais difícil de todos.

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo