Designer cria camisa da Seleção 'alternativa' para esquerdistas

Por Metro Jornal

Usada como um dos símbolos nas manifestações contra os governos do PT, a camisa amarela da Seleção ganhou uma certa rejeição entre os brasileiros que se consideram com alinhamento político de esquerda.

A designer gráfica Luisa dos Anjos Cardoso, incomodada por não poder usar a camisa da Seleção "sem ser confundida com pato paneleiro" (como ela mesma define), criou uma versão vermelha para os torcedores que não querem usar o amarelo.

Para lembrar: um pato amarelo inflável foi usado pela Fiesp durante as manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Com o slogan "Não vamos pagar o pato", a entidade reclamava dos impostos e taxas do governo, mas a manifestação acabou tendo outra conotação política.

Ao site "Esporte Fera", Luisa conta que a ideia surgiu no último fim de semana, no Twitter e no início pareceu uma brincadeira. Em uma notícia que mostrava manifestantes limpando a calçada do prédio da ministra do STF Carmen Lúcia muitos vestiam a camisa amarela da Seleção. “Por favor alguém cria uma camiseta da CBF vermelha? Não quero usar a amarela na Copa”, escreveu uma amiga da designer.

A ideia ganhou força e virou realidade em forma de um modelo feminino, publicado no Facebook. A postagem passou dos 500 compartilhamentos e mais de mil curtidas, com centenas de encomendas. O post, no entanto, acabou excluído da rede social.

camisa vermelha excluida Reprodução

Apesar de a camiseta ter a cor vermelha, e ter uma foice e um martelo, marca tradicional dos movimentos comunistas, Luisa disse não se considerar comunista e garante que sua intenção com a venda da peça não é ter lucro.

"Tanto eu quanto a Marcela (amiga de Luisa) somos de esquerda e como a camiseta da seleção virou um símbolo da direita, a gente quis oferecer uma opção critica. É o mesmo modelo, mas na cor vermelha, para mostrar um contraponto", disse, em entrevista ao UOL.

A fim de evitar conflito com a CBF, a camiseta vermelha terá o escudo da antiga CBD – Confederação Brasileira de Desporto – e deve começar a ser entregue aos compradores no fim de abril. As peças serão vendidas a R$ 40 sem nas costas e R$ 45 com o nome.

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