Rogério revela torcida pelo Corinthians e mágoa com o Verdão

Por Eliane Quinalia

Ninguém conhece Corinthians e Palmeiras, adversários deste sábado na primeira final do Campeonato Paulista, em Itaquera, (A Rádio Bandeirantes transmite o clássico ao vivo) como Rogério.

O ex-lateral e volante conhece bem os dois times, já que atuou e foi campeão em ambos. Pelo Palmeiras atuou de 1996 a 2000 e foi campeão Paulista (1996), Mercosul e Copa do Brasil (1998) e Libertadores (1999).

Pelo Corinthians jogou de 2000 a 2004, onde foi bicampeão Paulista (2001/03) e da Copa do Brasil (2002).

Apesar de ter sido vitorioso nos dois clubes, não esconde a sua torcida nessa decisão: Corinthians e explica os motivos de sua escolha: “me identifiquei muito mais, apesar de ter tido o mesmo número de títulos nas duas equipes, mesmo tempo de casa. O Corinthians tem o maior apreço por mim diferente do Palmeiras”.

O ex-camisa 2 revela mágoa com a diretoria alviverde. “Tenho mágoa sim primeiro pela forma como eu fui tratado na renovação de contrato em 2000. Depois por alguns motivos particulares. Tiveram alguns jogos em que não deixaram que eu fosse convidado como na despedida do Marcos, do Alex, que reuniu times campeões de 99”.

Rogério também estava no último título estadual disputado pelas duas equipes em 1999. Na época defendia o Palmeiras e ele não viu maldade de Edilson quando fez a embaixadinha. “O Edilson não fez errado por fazer a embaixadinha, já que são coisas que acontecem no futebol de um provocar o outro, zoação, brincadeiras. E depois tudo ficou muito bem. Não ficou resquício do que aconteceu.

Veja matéria completa a seguir:

Portal da Band: O que podemos esperar de Corinthians e Palmeiras na final do Paulistão?
Rogério: Vitória do Corinthians né, apesar ter jogado nos dois times, mas a tendência é torcer para o Corinthians, pois me identifiquei muito mais, apesar de ter tido o mesmo número de títulos nas duas equipes, mesmo tempo de casa. O Corinthians tem o maior apreço por mim diferente do Palmeiras. Devido a forma que eu sai de lá, direto do Palmeiras para o Corinthians pela ação judicial que perdura até hoje tenho mágoa dos dirigentes

Portal da Band: Guarda alguma mágoa do Palmeiras?
Rogério: Tenho mágoa sim primeiro pela forma como eu fui tratado na renovação de contrato em 2000. Depois por alguns motivos particulares. Tiveram alguns jogos em que não deixaram que eu fosse convidado como na despedida do Marcos, do Alex, que reuniu times campeões de 99.

Portal da Band: Acredita em um jogo aberto?
Rogério: Não, pelo contrário: Vai ser um clássico bem estudado, truncado. O Corinthians tem uma boa vantagem jogando em Itaquera, e até mesmo nos últimos confrontos no Allianz Parque levou a melhor.

Portal da Band: Arrisca um placar:
Rogério: Para o primeiro jogo arrisco um palpite de 1 a 0, gol de Claysson e no no segundo empate por 1 a 1, gols de Sheik, para o Corinthians, e Dudu para o Palmeiras

Portal da Band: Você que já jogou o clássico pelos dois lados tem uma preparação especial?
Rogério: A semana que antecede ao clássico é bem movimentada e os jogadores não vêm a hora de entrar em campo. Não tem como não ser um jogo especial. É um clássico que mexe com o brio e ânimo de todos os jogadores. É a maior rivalidade do futebol paulista e uma das maiores do Brasil. Disso eu não tenho dúvidas.

Portal da Band: O Palmeiras pode se considerar favorito por ter melhor elenco?
Rogério: Mesmo tendo um melhor elenco e ter vencido o Santos no primeiro jogo das semifinais, o Palmeiras passou apuros e decidiu a vaga nos pênaltis. Em um clássico tradicional vale mais a superação em campo. Tem que entrar e jogar. Têm dias que mesmo com grande elenco, as coisas não funcionam.

Portal da Band: Qual é a sua partida memorável pelo Corinthians diante do Palmeiras e vice-versa?
Rogério: Pelo Corinthians foi o meu primeiro jogo enfrentando o Palmeiras, por tudo o que aconteceu da minha transferência. Pelo Palmeiras foi na Libertadores de 99, quando eliminou o Corinthians.

Portal da Band: A última vez que Corinthians e Palmeiras se enfrentaram na final do Paulistão foi em 99 quando houve a confusão e você jogava pelo Palmeiras. O que você lembra desse dia?
Rogério: Fomos campeões da Libertadores e tiramos o Corinthians das quartas de final da Libertadores. O Paulo Nunes fez uma provocação na época e o Edilson descontou, já que o Corinthians tinha a vantagem. A gente tentou, lurou, mas não teve jeito e o Corinthians se sagrou campeão naquele ano.

Portal da Band: Quem teve culpa naquela confusão?
Rogério: O Edilson não fez errado por fazer a embaixadinha, já que são coisas que acontecem no futebol de um provocar o outro, zoação, brincadeiras. E depois tudo ficou muito bem. Não ficou resquício do que aconteceu. Provocações fazem parte. O que não pode acontecer é a confusão. Espero que não aconteça isso novamente e que as coisas se resolvam dentro das quatro linhas da melhor maneira possível. Tem que levar tudo na esportiva.

Portal da Band: Quem é o melhor lateral em sua opinião: Fagner, Marcos Rocha ou você?
Rogério: Difícil opinar porque os três são de muita qualidade, com passagens pela Seleção Brasileira, com conquistas pelos clubes. O Marcos Rocha está chegando agora e tem tudo para evoluir ainda mais. Torço pelo seu sucesso, que ele conquiste muitos títulos, não agora, em outra oportunidade.

Portal da Band: Você foi lateral e volante. Qual era a sua preferência?
Rogério: Era volante de origem e fui deslocado para a lateral pelo Vanderlei Luxemburgo e acabou dando muito certo. Até cheguei à Seleção jogando nesta posição. Acredito que jogando em duas posições ajuda com certeza, pois a qualquer momento pode ser mudado um posicionamento tático e acaba facilitando para o treinador, pois ao invés de mudar várias peças, em uma às vezes acha um esquema ideal.

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