Norueguesa leva bronze e se isola como maior medalhista dos Jogos de Inverno

Por Estadão Conteúdo

Marit Bjoergen quebrou nesta quarta-feira o recorde de mais medalhas obtidas por qualquer atleta na história dos Jogos de Inverno. A norueguesa conseguiu a sua 14ª medalha, um bronze na prova de velocidade por equipes do esqui cross-country na Olimpíada de Pyeongchang.

"Quando você é atleta, tem que se concentrar nas outras provas. Penso que precisarei de tempo para mim mesma, para que possa olhar para trás e ver como pude fazer isto. Ainda é difícil de entender, pois ainda estou parada aqui", afirmou a norueguesa, que competiu ao lado de Maiken Caspersen Falla.

Aos 37 anos, Bjoergen se isolou da compatriota Ole Einar Bjoerndalen, do biatlo, como maior medalhista dos Jogos de Inverno. Além disso, essa foi a sua quarta medalha na Coreia do Sul – antes, foi no ouro no revezamento 4x5km, prata no 7,5km sprint + 7,5km esquiatlo e bronze nos 10km.

Além do feito de Bjoergen, a prova desta quarta-feira teve outro feito histórico, com a conquista do primeiro ouro olímpico dos Estados Unidos no esqui cross-country, com a dupla formada por Kikkan Randall e Jessica Diggins. E a dupla sueca foi a segunda colocada.

Na prova masculina por equipes do esqui cross-country, o ouro foi conquistado pelos noruegueses Martin Johnsrud Sundby e Johannes Hosflot Klaebo. Com isso, a Noruega passou a somar 13 medalhas na disputa do esqui cross-country nesta edição dos Jogos de Inverno, um recorde olímpico. A equipe russa, que compete sob uma bandeira neutra, levou a prata e a francesa faturou o bronze.

Também nesta quarta-feira, na disputa do downhill do esqui alpino, a italiana Sofia Goggia frustrou a estrela Lindsey Vonn ao vencer a disputa com o tempo de 1min39s22. A prata ficou com norueguesa Ragnhild Mowinkel, enquanto a norte-americana precisou se contentar com o bronze. "Eu estava realmente focado e me movi como um samurai", disse Goggia. "Sou geralmente um pouco caótica, mas queria me concentrar em cada detalhes nesta manhã. Eu acreditei em mim, e isso foi importante", acrescentou.

Vonn, de 33 anos, vai competir nesta quinta-feira no combinado alpino ao lado de Mikaele Shifrin. "É triste. É meu último downhill. Eu gostaria de continuar. Eu me diverti muito e adoro isso, mas meu corpo simplesmente não suporta outros quatro anos. Estou orgulhosa de competir pelo meu país".

OUTROS RESULTADOS – Na disputa masculina da perseguição na patinação velocidade, a Noruega conquistou a medalha de ouro com Haavard Bokko, Sverre Lunde Pedersen, Simen Spieler Nilsen e Sindre Henriksen, à frente da Coreia do Sul e da Holanda. O resultado manteve os noruegueses na liderança do quadro geral de medalhas, com 13 ouros, 11 pratas e nove bronzes.

Já a versão feminina foi vencida pelas patinadoras japonesas Miho Takagi, Ayak Kikuchi, Nana Takagi e Ayano Sato. A equipe da Holanda, em segundo lugar, e a dos Estados Unidos, na terceira posição, completaram o pódio.

A dupla formada por Mariama Jamanka e Lisa Buckwitz venceu a disputa do bobsled nesta quarta, assegurando o 12º ouro da Alemanha, a vice-líder no quadro geral de medalhas, com mais sete pratas e cinco bronzes. O pódio dessa prova foi completado pelos Estados Unidos, em segundo lugar, e pelo Canadá, na terceira posição.

Já na prova do esqui cross, o canadense faturou o ouro, com o suíço Marc Bischofberger na segunda posição e o russo Sergey Ridzik em terceiro lugar. Foi o nono ouro do Canadá, terceiro lugar no quadro de medalhas de Pyeongchang-2018.

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