Tem Brasil na neve! Capitão da equipe de bobsled fala sobre o esporte no país

Por Metro Jornal

Baiano de Camamu, Edson Bindilatti é um dos brasileiros que estão na Olimpíada de Inverno de PyeongChang, na Coreia do Sul. Desde os primórdios da modalidade no Brasil, lá em 2002, quando o trenó brasileiro foi apelidado de ‘banana congelada’, Edson já estava lá.

Agora, com 38 anos, ele chega à sua quarta Olimpíada e é o piloto de uma equipe que, sabe que é zebra, mas quer brilhar. O piloto da equipe brasileira de bobsled nos Jogos Olímpicos falou com a equipe do Metro Jornal.

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Como você foi parar no bobsled?
Eu sempre gostei de esporte. Desde a escola, na dança das cadeiras (risos). Fui parar no atletismo, e como estava tendo bons resultados, fui convidado para o bobsled. Normalmente os países usam pessoas do atletismo no bobsled e foi assim que aconteceu. Conheci, gostei e comecei a treinar.

Como são os treinamentos?
São treinos diários, cerca de três a quatro horas. São direcionados para força, velocidade e potência. E aí quando começa a temporada, costumamos viajar para os Estados Unidos para preparação técnica, como descida e sincronismo.

Você é certamente o maior ícone do bobsled no Brasil. Como você avalia a evolução do esporte no país desde que começou até hoje?
Foi gigantesca. Nos últimos cinco ou seis anos, a Confederação passou a dar muito mais suporte. Dessa vez, apesar das dificuldades sem termos patrocínio, conseguimos treinar em todo ciclo olímpico. E nossos resultados evoluíram junto.

No Brasil, as pessoas associam mais o esporte ao filme “Jamaica Abaixo de Zero” do que pelas conquistas nacionais. O que é preciso para que o esporte tenha mais reconhecimento entre o público?
Por enquanto é até bom. Pra mudar precisamos competir e conquistar resultados. Claro, o incentivo da mídia também, o espaço. E agora, especialmente a nova geração já conhece o esporte pela gente, porque o filme já é um pouco mais antigo [1993]. Sabemos como é difícil chegar na Olimpíada e ter bom resultado, mas o foco é muito grande.

Como é a visão dos estrangeiros em relação a equipe brasileira de bobsled?
Hoje estamos em um nível alto, já somos respeitados no bobsled. Não somos mais aquele time que chega e não vai fazer nada. Todos sabem que somos competitivos. Até porque é mais difícil os grandes times melhorarem do que a gente, que temos mais a evoluir. Os favoritos são Alemanha, Estados Unidos, Canadá e Letônia. Mas eles sabem que se bobearem a gente engole eles.

Qual a expectativa?
Nosso objetivo é ficar entre os vinte melhores, o que já seria histórico, porque o principal resultado até hoje foi um 25º lugar. Claro que queríamos mais, mas temos que ser realistas e manter os pés no chão.

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