Aos 40 anos, André Sá anuncia que se aposentará após torneios no Brasil neste mês

Por Estadão Conteúdo
André Sá - Clive Brunskill/Getty Images
Aos 40 anos, André Sá anuncia que se aposentará após torneios no Brasil neste mês

Após 21 anos atuando no circuito profissional, André Sá anunciou oficialmente nesta sexta-feira que vai se aposentar das quadras de tênis como jogador depois de disputar os dois torneios do circuito da ATP que ocorrerão em solo brasileiro neste mês. O mineiro de 40 anos, que recentemente se tornou também o novo técnico de Thomaz Bellucci, vai jogar o Rio Open, que ocorre entre 19 e 25 de fevereiro, e na semana seguinte fará a sua última competição como profissional no Brasil Open, em São Paulo.

Por meio de comunicado divulgado nesta sexta por sua assessoria, Sá admitiu que o fato de hoje estar comprometido com uma nova função, atuando como mentor de um dos principais tenistas do País, o ajudou a se decidir pela aposentadoria.

"A decisão de parar veio por uma combinação de razões, mas é uma decisão muito pessoal que também abrange a oportunidade de trabalhar com o Bellucci", afirmou o veterano tenista, que também teve confirmada oficialmente pela organização do Rio Open uma homenagem que será feita a ele durante o ATP 500 que será realizado no Jockey Club Brasileiro, na capital carioca.

Sá vai encerrar uma vitoriosa carreira como duplista. Ele acumula 11 títulos em torneios da ATP e disputou um total de 30 finais de duplas entre 1998 e 2017 no circuito profissional. Com suas 11 taças, ele é o terceiro duplista mais vitorioso da história do tênis nacional, ficando atrás apenas de Marcelo Melo e Bruno Soares.

Além dos títulos, Sá enumerou feitos expressivos. Como jogador de simples, ele chegou a avançar às quartas de final de Wimbledon, seu Grand Slam preferido, em 2002, igualando Thomaz Koch (1967) e Gustavo Kuerten (1999) como os brasileiros de melhor campanha na história do torneio masculino individual da competição.

Sá também participou por 18 vezes do US Open, Grand Slam realizado em Nova York, e defendeu o Brasil em 20 confrontos da Copa Davis, entre eles o que marcou uma então inédita semifinal para a qual o Brasil avançou e enfrentou a Austrália de Lleyton Hewitt, Patrick Rafter e Mark Woodforde. Naquela ocasião, fez parte do time que contava com Guga, Fernando Meligeni e Jaime Oncins.

Em duplas, além dos títulos no circuito profissional, Sá também faturou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em 1999, no Canadá, atuando ao lado de Paulo Taicher. O mineiro de Belo Horizonte ainda participou de quatro edições da Olimpíada, em Atenas-2004, Pequim-2008, Londres-2012 e Rio de Janeiro-2016), um recorde de representatividade entre os tenistas brasileiros.

Como membro do Conselho de Jogadores da ATP, o tenista também ajudou a fazer do Rio Open um torneio com status de ATP 500 com a sua influência nos bastidores. "O Rio Open é o maior torneio de tênis da América do Sul, então a sua importância é enorme (no cenário do tênis). Sempre foi um desejo meu fazer este esporte crescer no Brasil e ter um torneio deste porte no País representa um grande avanço", ressaltou Sá, que teve como melhor ranking de duplas a 17ª posição e já foi 55º colocado na listagem de simples.

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