Com liminar, Paulo Garcia volta a concorrer à presidência do Corinthians

Por Estadão Conteúdo

O empresário Paulo Garcia está de volta à disputa pelo cargo de presidente do Corinthians. Ele entrou com o pedido de uma liminar na segunda-feira, após ter sua candidatura impugnada, mas, nesta terça-feira, conseguiu reverter a decisão e poderá concorrer ao pleito que será realizado no próximo sábado.

Com a decisão, a disputa pela presidência do clube volta a ter cinco candidatos. Além de Garcia, disputam Andrés Sanchez, Antônio Roque Citadini, Felipe Ezabella e Romeu Tuma Júnior. Anteriormente, Citadini também havia tido a candidatura impugnada, mas também obteve êxito em anular a decisão por meio da Justiça.

"Argui a nulidade do procedimento apuratório por cerceamento de defesa e aduz que quando do pagamento de mensalidades de alguns associados, esse fato ocorrera no início de dezembro de 2017 quando não era candidato à presidência do clube", diz o documento, assinado pelo juiz Luis Fernando Nardelli.

Garcia foi acusado de pagar para sócios inadimplentes regularizarem suas situações e poderem votar na eleição para o clube. Segundo ofício assinado por Miguel Marques e Silva, presidente do conselho, Paulo Garcia cometeu uma "grave infração eleitoral por abuso do poder econômico, vulgarmente conhecida como compra de votos".

Em entrevista ao Estado, na sexta-feira, Garcia negou que tenha comprado votos, mas admite que pagou para sócios inadimplentes antes de anunciar sua candidatura. "Estão me acusando de compra de votos, mas na ocasião eu nem tinha lançado minha candidatura. Eu não era candidato. No final de semana em questão, na sexta-feira, dia 01 de dezembro à noite, a diretoria do Corinthians baixou um decreto para os associados inadimplentes regularizarem suas mensalidades (400,00 reais para sócios individual e 600,00 para sócios familiares). O Rachid (Antônio Rachid é conselheiro vitalício do clube) me informou de toda essa situação que estava acontecendo no clube e ele próprio entrou em contato com algumas chapinhas falando que eu pagaria os inadimplentes caso alguém quisesse. Foi citado que se um dia eu viesse a ser candidato ficaria a critério de cada um em votar em mim ou não", disse o empresário.

Ele ainda afirmou que comunicou alguns concorrentes ao pleito do ato que havia feito. "No dia 02, sábado, chamei os candidatos Romeu Tuma e Roque Citadini e mostrei que estava pagando as mensalidades de alguns associados, em torno de 30, com o meu cartão e declarei no imposto de renda. Fui o primeiro a ir na Comissão Eleitoral e pedir a impugnação do direito de voto desses associados beneficiados por uma regra do clube. Não acho justo também com todos os outros sócios que pagaram suas mensalidades em dia. Por que eu estou sendo acusado de compra de votos e os outros candidatos que fazem churrasco, festas, distribuição de camisetas, não são?", completou.

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