Quatro anos após acidente, saúde de Schumacher ainda é um mistério

Por Metro Jornal

Passados quatro anos após aquela tarde de 29 de dezembro de 2013, na estância francesa de Méribel e pouco se sabe ainda do real estado de saúde do heptacampeão da Fórmula 1, Michael Schumacher, que havia abandonado a categoria, pela segunda vez, um ano antes.

Naquele dia, o alemão sofreu uma queda de esqui e sofreu um grave ferimento na cabeça devido ao choque com uma pedra. O tratamento e o estado atual de Schumacher são mantidos em segredo absoluto pela família. Os médicos também estão proibidos de passar informações, o que só faz aumentar as especulações.

O que se sabe, até o momento, é que Schumacher não anda. A informação foi confirmada pelos seus advogados em tribunal, num processo movido contra a revista alemã "Bünte" que fizera manchete com os primeiros passos do heptacampeão.

De acordo com as investigações, naquele 29 de dezembro de 2013, Schumacher descia uma das pistas do complexo de Méribel, juntamente com o filho Mick e alguns amigos, até decidir cruzar por uma zona fora de pista sinalizada como perigosa, tendo caído e batido com a cabeça numa rocha.

O capacete evitou a morte, mas não o livrou dos profundos danos ao cérebro que levaram os médicos do hospital de Grenoble a colocá-lo num coma induzido, de que começou a sair apenas no início de abril de 2014. Em meados de Junho, já consciente, foi transferido para Lausanne, na Suíça onde mora, regressando a sua casa em setembro para iniciar o que se anunciava como um longo período de recuperação.

Neste período, a internet se solidarizou com o ídolo, com mensagens de apoio à família usando a "hashtag" #KeepFightingMichael.

Ferrari de Schumacher Schumacher venceu o GP de Mônaco de 2001 pela Ferrari / Andreas Rentz/Bongarts/Getty Images

Na Fórmula 1, Schumacher estreou no GP da Bélgica em 1991 pela Jordan, mas na corrida seguinte já competiu pela Bennetton, onde ficou até 1995, antes de ir para a Ferrari, onde correu até se aposentar pela primeira vez após o GP do Brasil de 2006.

Foi correr de motos, onde sofreu algumas quedas que provocaram ferimentos que lhe tirar boa parte do vigor físico e mental. Retornou às F-1 em 2010, pela Mercedes, mas, sem a mesma "pegada", não obteve mais nenhum resultado expressivo até se retirar novamente, ao fim de 2012, curiosamente também no Brasil.

Na F-1, Schumacher deixou números que muitos julgaram ser impossível de bater, embora agora já se comece a não ter certezas absolutas, depois de Hamilton o destronar de recordista de "pole positions". Mas os seus sete títulos mundiais – 1994 e 1995 com a Benetton, 2000 a 2004 com a Ferrari – serão quase inatingíveis e mesmo as 91 vitórias parecem solidamente estabelecidas (faltam 29 a Hamilton para o igualar). O alemão marcou uma era e foi um piloto a que poucos ficavam indiferentes – seja pela idolatria ou pela crítica – como todos os grandes campeões.

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