Raí pode voltar ao São Paulo

Por Metro Jornal e Estadão Conteúdo
Ídolo do São Paulo nos anos 1990, Raí pode voltar agora como dirigente - Greg Salibian/Folhapress
Raí pode voltar ao São Paulo

Vinícius Pinotti deixou a função de diretor de Futebol do São Paulo nesta quarta-feira. O diretor pediu demissão por divergências com o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Agora, a tendência é que o Tricolor busque um ex-jogador que tenha experiência com gestão para o cargo de diretor executivo de futebol. O favorito a assumir o cargo é Raí.

Membro de Conselho de Administração e ídolo da torcida, o ex-jogador tem a confiança de Leco e se encaixa no perfil. O clube deve procurar Raí para verificar esta possibilidade. Cafu e Zetti são nomes que também já vem sendo falados no Morumbi.

O novo perfil tem a ver com a grande desconfiança que havia em relação ao nome de Pinotti, que não era da área e assumiu o futebol – e sempre foi pressionado por causa disso. Não há consenso, internamente, de que a indicação de Pinotti no cargo tenha sido um erro, mas o clube deve apostar em outro perfil justamente para não ver a história de pressão e dúvida se repetir.

A principal razão do desentendimento teria sido o futuro de Lucas Pratto. Sem o conhecimento do diretor de futebol, o presidente teria conversado com dirigentes do Cruzeiro sobre uma possível transferência do argentino, o que intensificou o atrito que vinha acontecendo por decisões que envolviam a diretoria de futebol.

Pinotti assumiu o cargo, que é remunerado, no mês de maio. Antes disso, foi diretor de marketing do São Paulo entre 2015 e 2016. O ex-dirigente passou a ter mais contato com o clube ao ajudar na contratação do argentino Centurión e emprestar R$ 14 milhões, quando o São Paulo ainda era presidido por Carlos Miguel Aidar. Logo depois desta contribuição, Pinotti passou a ser o responsável pelo marketing são-paulino.

Mesmo antes de ser empossado para o cargo, Pinotti passou a ter participação no futebol são-paulino, ao atuar na negociação para trazer Rogério Ceni como técnico e auxiliar no planejamento do time para a temporada 2017. Empresário no ramo de cosméticos, o dirigente acumulou rusgas com a cúpula são-paulina ao longo da temporada e optou por deixar o cargo mesmo antes de anunciar oficialmente contratações para 2018.

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