Fórmula 1 apresenta novo logotipo e divide fãs

Por Metro Jornal e Reuters
Reprodução
Fórmula 1 apresenta novo logotipo e divide fãs

A Fórmula 1 revelou seu novo logotipo neste domingo durante o Grande Prêmio de Abu Dhabi, o último da temporada, dando o primeiro passo no processo de revitalização da categoria, que agora é de propriedade de um grupo norte-americano.

O design, descrito como simbolizando a aparência de um carro de Fórmula 1 em “estilo moderno-retrô”, substitui o desenho introduzido há três décadas pelo ex-chefe geral Bernie Ecclestone.

A mudança, feita durante o GP de Abu Dhabi deste domingo, dividiu os fãs e provocou manifestações no Twitter.

O atual diretor comercial Sean Bratches disse que a escolha refletiu “uma transformação mais ampla que ocorre na Fórmula 1”, uma vez que os donos da categoria, o grupo norte-americano Liberty Media, estando buscando ampliar o apelo do esporte, levando-o rumo a um futuro mais digital.

A diretora de marketing da Fórmula 1 Ellie Norman, que veio da Virgin em agosto, disse à Reuters que o novo logotipo foi escolhido com feedback dos fãs e será mais fácil de trabalhar em plataformas digitais e móveis.

“Eu acho que, com tempo, ele será recebido de forma positiva”, disse ela, reconhecendo que poderá haver uma reação inicial negativa num primeiro momento.

“Depois de compartilhar a escolha com as equipes em Abu Dhabi na quinta-feira e com nossos patrocinadores e parceiros na quarta-feira, o feedback foi incrivelmente positivo.”

Jean Todt, presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), disse aos repórteres que viu o novo desenho como “uma boa evolução”.

A Fórmula 1 também estabeleceu uma nova “missão” em sua imagem, que pode preocupar aqueles que temem a “americanização” do esporte.

Os cinco “comportamentos-chave” estão listados como: ‘Revel in the racing’ (Festeje a corrida), ‘Make the spectacle more spectacular’ (Deixe o espetáculo mais espetacular), ‘Break down borders’ (Quebre fronteiras), ‘Taste the oil’ (Sinta o óleo) e ‘Feel the blood boil’ (Sinta o sangue ferver).

O primeiro envolve o trabalho com equipes e a FIA para melhorar a corrida; o segundo diz respeito à construção de eventos mais midiáticos em torno das corridas, criando mais buzz; enquanto o terceiro é sobre aumentar o público e atrair novos fãs a partir da tecnologia digital.

Já os dois últimos referem-se à apresentação da tecnologia de forma mais convincente e ao destaque das emoções e rivalidades humanas.

Norman disse que a Liberty, que assumiu a Fórmula 1 em janeiro, realizou uma extensa pesquisa com os fãs e a mensagem recebida foi que o esporte perdeu a graça e tornou-se muito higienizado e inacessível.

“Nós realmente temos que definir uma mudança naquela percepção porque, sem a paixão de nossos fãs, poderemos chegar num momento em que não há mais Fórmula 1, porque simplesmente não temos essa conexão com as pessoas”, disse Norman.

“Para nós, trata-se de praticamente reiniciar, recriar uma nova Fórmula 1 em 2018”, acrescentou.

“Todo o trabalho que fizemos é de preparação para a próxima temporada e para além disso e como queremos continuar a aproximação com os fãs. Quanto mais nós oferecemos o que eles querem, mais nós vamos conseguir o que queremos a longo prazo, como negócio.”

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