Peruanos festejam volta à Copa do Mundo às lágrimas após décadas de ausência

Por Reuters
Jogadores do Peru comemoram a classificação para a Copa - Douglas Juarez/Reuters
Peruanos festejam volta à Copa do Mundo às lágrimas após décadas de ausência

Milhares de torcedores foram às ruas do Peru para festejar, alguns às lágrimas, a volta de sua seleção de futebol à Copa do Mundo após 36 anos de ausência, depois de uma vitória por 2 a 0 sobre a Nova Zelândia em uma repescagem na quarta-feira.

O país praticamente parou para assistir à partida pela televisão em casas e bares, e após o apito final os peruanos deram vazão à alegria depois de décadas de resultados ruins nas eliminatórias do Mundial.

“Esperamos mais de 35 anos para estar novamente em um Mundial. Obrigado, guerreiros, por nos darem esta alegria! Comemoremos todos com responsabilidade. Avante, Peru!”, escreveu o presidente peruano, Pedro Pablo Kyczynski, no Twitter. O Peru disputou sua última Copa em 1982, na Espanha.

Kuczynski, que confessou não entender muito de futebol, havia dito mais cedo que, se o Peru conseguisse uma vaga para a Rússia 2018, a quinta-feira seria feriado obrigatório para o setor público e opcional para o setor privado.

Nas principais ruas de Lima, filas de automóveis transitavam tocando as buzinas e torcedores subiam nos veículos acenando com bandeiras peruanas em comemoração.

Os festejos começaram no Estado Nacional de Lima, que ficou abarrotado com 50 mil torcedores, e muitos que compareceram com suas famílias choravam de emoção.

Dentro do estádio, os peruanos homenagearam os jogadores da seleção e também o atacante ausente Paolo Guerrero, suspenso preventivamente pela Fifa por ser flagrado em um exame antidoping nas eliminatórias sul-americanas.

“Estou feliz, feliz de ter vindo ver a partida que permite ao Peru entrar no Mundial. Nestes 35 anos foi a melhor coisa que me aconteceu”, disse o torcedor Ricardo Flores.

A campanha peruana para a Rússia 2018 foi de altos e baixos. O time começou com duas derrotas consecutivas, e um ano atrás, quando perdeu para o Chile, a imprensa local e os torcedores pediram a renúncia do técnico argentino Ricardo Gareca, considerado no país como o “vilão” que impediu que a equipe fosse ao Mundial de 1986 ao marcar um gol de última hora em Buenos Aires.

Mas a recuperação chegou com uma vitória de 4 a 1 sobre o Paraguai e um empate de 2 a 2 com a Venezuela, ambos fora de casa. O Peru ainda foi beneficiado por um erro da Bolívia, que inscreveu de forma irregular um jogador, dando três pontos ao peruanos em um jogo que havia perdido por 2 a 0 em La Paz. Agora muitos veem Gareca quase como um herói.

“Missão cumprida, e é muito difícil não se emocionar”, disse o treinador em uma coletiva de imprensa.

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