Hamilton vence GP de Cingapura após strike das Ferraris na largada

Por Metro Jornal e Estadão Conteúdo
Vettel (5), Verstappen (mais atrás) e Raikkonen (de lado) bateram antes da primeira curva - Lars Baron/Getty Images
Hamilton vence GP de Cingapura após strike das Ferraris na largada

Líder do Mundial da Fórmula 1, Lewis Hamilton, da Mercedes, se aproveitou bem de uma confusão na largada e venceu com tranquilidade o GP de Cingapura, disputado neste domingo. Sob chuva, antes mesmo da primeira curva, o pole Sebastian Vettel (Ferrari), Max Verstappen (Red Bull) e Kimi Raikkonen (Ferrari) se envolveram em um estranho acidente, que provocou o abandono dos três. Fernando Alonso (McLaren), também atingido e foi outro que deixou a corrida mais cedo.

O australiano Daniel Ricciardo (Red Bull) e o finlandês Valterri Bottas (Mercedes) escaparam ilesos da confusão inicial e completaram o pódio, respectivamente em segundo e terceiro lugar. Felipe Massa (Williams) não teve um bom fim de semana e completou a corrida apenas em 11º.

O GP de Cingapura tinha tudo para ser a grande corrida da Ferrari no ano. E, de quebra, o momento em que Vettel reassumiria a liderança do Mundial de Pilotos da Fórmula 1. Mas não foi bem assim.

A batida tripla logo na largada fez o piloto da Mercedes, que largou em quinto, herdar a primeira colocação que não perdeu ao longo de toda a longa prova noturna. Nem as três entradas do safety car na pista derrubaram Hamilton da ponta. O australiano Daniel Ricciardo, da Red Bull, chegou em segundo. E o finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes, completou o pódio.

Com sua sétima vitória na temporada e o abandono precoce de Vettel, Hamilton aumentou de três para 28 pontos a sua vantagem na primeira colocação do campeonato. O inglês soma agora 263 pontos, contra 235 do alemão. Bottas, na terceira colocação geral, chegou aos 212.

O GP de Cingapura tinha 61 voltas previstas. Porém, em razão das entradas de safety car, a corrida se alongou além do esperado. Como consequência, a prova foi finalizada por tempo, e não pelo número de voltas completadas. Na F-1, uma corrida não pode ultrapassar o limite de duas horas de duração.

A corrida

Sob chuva e pista encharcada, a largada em Cingapura foi marcada pela tensão logo na primeira curva. Um choque envolvendo Raikkonen, Vettel e Verstappen acabou com a prova da Ferrari e voltou a tirar o piloto da Red Bull de uma corrida nesta temporada. A batida ainda sobrou para Fernando Alonso, que acabou abandonando a corrida em seguida, com sua McLaren avariada.

O choque aconteceu quando Raikkonen tentava passar Verstappen por dentro, enquanto Vettel confirmava a liderança, ao largar na pole position. O holandês ficou num "sanduíche" entre os dois carros da Ferrari e acabou fazendo uma leve mudança no seu carro, em direção ao finlandês, o que acabou levando ao choque triplo.

Outros carros, como o de Daniel Ricciardo, também foram atingidos. Mas o piloto da Red Bull conseguiu seguir na prova. O caso seria investigado pelos comissários ao fim da corrida, uma vez que todos os envolvidos já estavam de fora da prova, sem a necessidade de uma eventual punição ainda em Cingapura.

Vettel foi o mais prejudicado no choque. Atingido sob vários ângulos, não teve qualquer condição de continuar na pista. Ele tinha a chance preciosa de reassumir a liderança do campeonato porque largara em primeiro e, em Cingapura, o pole position venceu sete das nove corridas já disputadas neste traçado de rua Além disso, a Ferrari vinha exibindo ritmo muito superior ao da Mercedes ao longo do fim de semana.

O maior beneficiado pela batida, direta e indiretamente, foi Hamilton. O piloto da Mercedes pulou da quinta para a primeira colocação da prova e se viu em situação muito favorável para buscar a vitória e ampliar a vantagem no Mundial.

Após a saída do safety car da pista, em razão da batida na largada, Hamilton não teve problemas para sustentar a primeira colocação. Ricciardo vinha logo atrás, porém sem ameaçar. Na sequência, Valtteri Bottas se aproximou e assumiu o terceiro posto. Longe dos líderes, Felipe Massa pulou de 17º para 14º e até figurou entre os dez primeiros.

Com pneus intermediários, Hamilton e Ricciardo mantiveram o domínio mesmo depois da segunda entrada do safety car, na 11ª volta, por causa de choque de Daniil Kvyat contra o muro de proteção. O australiano aproveitou o emparelhamento dos carros para se aproximar de Hamilton, mas sem força para tentar ultrapassagem.

Quando os carros voltaram ao confronto, não havia mais chuva. E a pista seca fez os primeiros pilotos irem aos boxes a partir da 25ª volta. Quase todos optaram pelos pneus ultramacios. Ricciardo parou no 28º giro, Hamilton foi aos boxes duas voltas depois. E, mesmo com pneus de pista seca, o inglês mantinha o controle da corrida. Chegou a ter 10 segundos de vantagem.

Parecia que a corrida já estava definida. Até que o sueco Marcus Ericsson bateu e forçou novamente o safety car, na 38ª volta. Era mais uma chance para Ricciardo se aproximar do líder da prova. O australiano havia sido o mais rápido dos treinos livres de sexta-feira e exibira grande performance também na classificação de sábado.

Na parte final da prova, Ricciardo tentou repetir este desempenho, ao manter a vantagem de Hamilton entre dois e três segundos. Mas não chegou a colocar em risco a vitória do inglês, que cruzou a linha de chegada em primeiro quanto o cronômetro estourou o limite de tempo de duas horas.

A próxima etapa da Fórmula 1 será disputada daqui a duas semanas O GP da Malásia está marcado para o dia 1º de outubro.

Confira a classificação final do GP de Cingapura:

1º – Lewis Hamilton (ING/Mercedes), em 2h03min23s544
2º – Daniel Ricciardo (AUS/Red Bull), a 4s507
3º – Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), a 8s800
4º – Carlos Sainz Jr. (ESP/Toro Rosso), a 22s822
5º – Sergio Pérez (MEX/Force India), a 25s359
6º – Jolyon Palmer (ING/Renault), a 27s259
7º – Stoffel Vandoorne (BEL/McLaren), a 30s388
8º – Lance Stroll (CAN/Williams), a 41s696
9º – Romain Grosjean (FRA/Haas), a 43s282
10º – Esteban Ocon (FRA/Force India), a 44s795
11º – Felipe Massa (BRA/Williams), a 46s536
12º – Pascal Wehrlein (ALE/Sauber), a 2 voltas

Não completaram a prova:
Sebastian Vettel (ALE/Ferrari)
Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari)
Max Verstappen (HOL/Red Bull)
Fernando Alonso (ESP/McLaren)
Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso)
Marcus Ericsson (SUE/Sauber)
Kevin Magnussen (DIN/Haas)
Nico Hülkenberg (ALE/Renault)

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