Novo rebaixamento desanima de vez a torcida da Portuguesa

Por lyafichmann
Quim encarou com bom humor a queda da Lusa | André Porto/Metro Antonio Moreira Ferreira estampou a capa do Metro Jornal de dezembro do ano passado | André Porto/Metro

A Portuguesa teve o seu rebaixamento inédito para a Série C do Campeonato Brasileiro decretado na última terça-feira, após a derrota para o Oeste por 3 a 0, em Itápolis. Isso com cinco rodadas de antecedência. A queda, que veio logo no ano seguinte da degola da Série A do ano passado – quando o Fluminense ficou com a vaga nos tribunais –, desanimou e revoltou de vez a torcida da Lusa.

“Cometeram um dos erros mais óbvios do futebol, que é contratar aos montes, e sem o menor critério. Muitos dos jogadores que chegaram como “reforços”, para não dizer todos, não tinham a menor qualidade para disputar uma Série B digna. E o grande nome que a diretoria trouxe foi o Marcos Assunção, que já vinha sem jogar em bom nível há quase dois anos, foi para o banco em dois ou três jogos e depois já pediu dispensa”, disparou André Carlos Zorzi, 20, estudante.

A falta de planejamento do clube, que teve cinco técnicos na campanha e contratou 60 jogadores, também é criticada pelo estudante Felipe Higino, 21, que é um dos administradores do site Lusa News.

“Com exceção ao Vasco, a cota para todos os clubes são iguais. A Ponte Preta também foi rebaixada em 2013 e hoje briga pelo título da competição. A Portuguesa teve chances iguais aos outros clubes, a diferença é que a diretoria não soube cuidar do futebol”, contou Higino.

Para Vitor Manuel Macedo Diniz, 30, proprietário da padaria Água Viva e conselheiro da Lusa, o imbróglio com o Fluminense no ano passado e a consequente queda para Série B foram preponderantes: “O rebaixamento da A para B e o rombo financeiro que o clube tinha, além do preparo ruim para o campeonato foram as principais causas.”

Já Luis Elias Rocha de Carvalho, 70, que é natural de Almeida, em Portugal, acha que a Lusa deveria mudar de nome e começar do zero. “Minha briga é para que mudassem o nome da Portuguesa. Teria que começar de novo. Nosso nome está queimado. Estamos virando o Juventus da vida”, disse o proprietário da loja de tintas Eduana.

Alguns, como Antônio Moreira Ferreira, 65, o “Quim”, que é comerciante e cantor, preferem levar a situação com bom humor: “Tô preocupado é para quem vamos vender a água da piscinas. Faltou planejamento e vergonha. Já começo a achar que a melhor opção seja fechar o futebol profissional.”

Quim encarou com bom humor a queda da Lusa  | André Porto/Metro Quim encarou com bom humor a queda da Lusa | André Porto/Metro

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