Recordista de vitórias no São Paulo, Rogério Ceni fala em "parar campeão’

Por Tercio Braga
Rogério Ceni pretende encerrar a carreira no final do ano | Divulgação Rogério Ceni pretende encerrar a carreira no final do ano | Divulgação

Rogério Ceni não é chamado de mito pela torcida do São Paulo à toa. Além de ser o goleiro com mais gols marcados no mundo – 123 tentos – o jogador de 41 anos se tornou na segunda-feira o atleta com mais vitórias por um mesmo clube. Com o trunfo do Tricolor sobre o Goiás por 3 a 0 no Morumbi, no fechamento da 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, o camisa 01 chegou a 590 vitórias, uma a mais do que o galês Ryan Giggs, que fez história no Manchester United.

Rumando para a aposentadoria, Ceni afirmou que só quer algo na carreira: “Estou parando. Quero parar campeão”, disse o atleta, que pendurará as luvas ao fim desta temporada. “Essas marcas individuais são muito bacanas, mas nada mais é do que continuidade de trabalho, jogo a jogo, isso é natural. Qualquer um que jogar 20 anos em um mesmo lugar vai bater marcas, o difícil é você se manter no mesmo lugar, com o mesmo objetivo, gana. Agradeço a Deus por me proporcionar isso”, completou o veterano, sobre a nova marca.

As chances de o São Paulo levantar um troféu neste ano se concentram em duas frentes: no Campeonato Brasileiro e na Copa Sul-Americana. O triunfo sobre o Goiás manteve o time na briga no nacional. A equipe é a vice-líder com 56 pontos, 5 a menos do que o líder Cruzeiro. Faltam, ainda, sete partidas.

No torneio continental, o Tricolor está nas quartas de final. Amanhã, o time recebe o Emelec-EQU, no Morumbi, pelo primeiro duelo.  

Campanha é melhor do que o esperado, admite Muricy

Para o técnico do São Paulo, Muricy Ramalho, o estágio atual da equipe é bem melhor do que ele imaginava quando retornou ao Morumbi, em setembro do ano passado. De um clube que lutava contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o Tricolor virou candidato ao título deste ano – apenas cinco pontos separam o time do Cruzeiro, líder do nacional.

“Quando cheguei, não sabia que [o clima] era daquele jeito, tão ruim. Além de salvar o time, eu não poderia pensar no outro ano. Iríamos fazer uma reformulação duríssima. Foram contratados muitos jogadores e depois ficou difícil colocá-los no mercado porque recebiam bem. Fizemos uma reformulação com o Brasileiro andando. Estamos atingindo um ponto antes do que eu esperava”, afirmou o treinador.

Muricy substituiu Paulo Autuori, que por sua vez assumiu o trabalho deixado por Ney Franco. Em 2014, chegaram ao clube, durante o Brasileirão, reforços de peso como Kaká, Alan Kardec e Michel Bastos.

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