Técnico Dunga proíbe os ‘chinelinhos’ na Seleção

Por Tercio Braga

Não foi apenas a convocação dos jogadores para atuar nos amistosos contra Turquia e Áustria que chamou a atenção. Durante a coletiva de Dunga ontem, na sede da CBF, no Rio de Janeiro, o treinador confirmou que a partir de agora os jogadores convocados por ele para defender o Brasil terão de seguir uma espécie de cartilha de comportamento rigorosa, que veta chinelos, bonés, brincos, celulares, manifestações políticas e religiosas e obriga os jogadores a pagar excesso de bagagem nos voos.

“Nós não proibimos nada. Nós sugerimos algumas coisas de bom convívio de acordo com todos. Não é uma cartilha, não é algo disciplinar, e sim uma coisa chamada organização”, justificou o treinador ao ser questionado sobre as normas, obtidas e publicadas pela “Folha de S.Paulo” na edição de quinta-feira.

O comandante contou que a ideia é “organizar o pensamento” e não de penalizar os atletas: “Cada um é responsável por seus atos, e dependendo de seus atos vai ter uma advertência ou não. Estamos aqui para ter harmonia e organização. Acho que o torcedor brasileiro queria isso.”

Apesar disso, o código diz que o descumprimento de qualquer dos itens podem causar três tipos de punições aos desobedientes: advertência, multa ou até mesmo o desligamento da delegações.

Entre os 16 tópicos da cartilha, existe destaque para o tipo de roupas de os jogadores devem usar. A apresentação à Seleção, por exemplo, deve ser feita “em traje social”. Eles também estão proibidos de usar itens como bonés, brincos e chinelos na concentração. No lugar dos chinelos, entram os “tênis com meias” como calçado “oficial”.

Também existe a proibição ao uso de equipamentos eletrônicos quando o elenco estiver reunido – por exemplo, nas refeições, preleções e nos vestiários. As manifestações políticas e religiosas também não são permitidas.

O manual impõe até um “ritual” durante as refeições do grupo: o capitão da equipe deve ser o primeiro a deixar a mesa. As diretrizes também obrigam que o hino nacional seja cantado, assim como exige o respeito ao hino do adversário. 

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