Tiro com arco é uma das esperanças do Brasil na Olimpíada do Rio

Por lyafichmann

Não são poucos os livros, os filmes e as séries nos quais o arco e a flecha ganham espaço de destaque ao lado dos protagonistas. Robin Hood, Legolas (Senhor dos Anéis), Gavião Arqueiro (Os Vingadores), Hank (Caverna do Dragão), Link (Zelda)… a lista é imensa.

Toda exposição desses personagens não apenas aguça a imaginação dos fãs, como também estimula a prática do esporte com o equipamento, que é batizado de tiro com arco. É o que conta o italiano Eros Fauni, coordenador técnico da Confederação Brasileira de Tiro com Arco. “Esse universo tem uma influência muito grande em nosso esporte, que está muito ligado a heróis. É uma modalidade bonita de se ver e com uma tecnologia muito avançada”, explicou.

No Brasil, cerca de duas mil pessoas praticam o esporte, sendo que, federados, o número é de 600. A marca é comemorada por Fauni, que projeta medalhas para o Brasil na modalidade na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. “Nosso plano é chegar entre os três primeiros.”

O tal plano atende especialmente pelo nome de Marcus Vinícius D’Almeida. O atleta de 16 anos é hoje o principal nome do país no tiro com arco. O rótulo de prodígio ganhou ainda mais força em agosto, quando o arqueiro conquistou a prata na final da Copa do Mundo, disputada na Suíça, repetindo o resultado obtido em julho nos Jogos da Juventude, na China. “Se eu continuar treinando com a mesma intensidade, acho que consigo sempre buscar medalha. Temos grandes chances de conseguir”, disse o carioca que mora em Campinas, e que, antes de começar no tiro com arco, há quatro anos, já havia se dedicado à natação e ao jiu-jitsu.

São dois tipos de arco: o composto, que tem um sistema de roldanas, e o recurvo, que é utilizado nas Olimpíadas. D’Almeida é o principal dos “heróis” do Brasil nesse segundo. Mas não é o único.

Outro nome importante é Sarah Nikitin, de 25 anos. Ao lado de D’Almeida, a arqueira foi prata nas duplas mistas em Medellín, na Colômbia. “Vejo a medalha como motivação para continuar treinando duro para os Jogos, mostra que estamos em um caminho certo. Não sinto mais responsabilidade por isso”, contou a paulistana.

Para aqueles que querem começar na  modalidade, Sarah indica que a ordem é ser persistente. “Para quem deseja seguir no esporte a minha dica é ter dedicação, pois o tiro com arco exige repetição  e constância. Treino de segunda à sexta em dois períodos, e de sábado de manhã. São seis horas de treino por dia. Além disso,  tem academia três vezes por semana, fisioterapia e psicóloga”, conta a atleta, que ainda faz faculdade de letras.

Para os iniciantes, não é necessário ter equipamento próprio para fazer aulas nas escolas especializadas. Em média, o preço para cada aula com duas horas de duração custa R$ 80.

Em São Paulo, os interessados podem procurar locais de treino, receber orientações e conhecer os clubes pela Federação Paulista de Arco e Flecha (11-5083-7000  ou www.fpaf.com.br).

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