Corinthians se defende e diz que o nome de Petros constava no BID da CBF

Por Tercio Braga
Se o nome está no BID, está no mundo, diz Zanforlin | Gustavo Serebrenick/Brazil Photo Press/Folhapress Se o nome está no BID, está no mundo, diz Zanforlin | Gustavo Serebrenick/Brazil Photo Press/Folhapress

O Corinthians ainda não foi informado oficialmente da denúncia feita pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) pela suposta escalação irregular do meia Petros, no empate por 0 a 0 com o Coritiba, no dia 3 de agosto, pelo Campeonato Brasileiro. De qualquer forma, o advogado João Zanforlin descarta a possibilidade de o clube ser punido com a perda de quatro pontos por conta do caso – segundo ele, o fato de o nome do jogador ter sido publicado no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) isenta o Timão de qualquer penalidade.

A confusão se dá porque Petros, que estava atuando emprestado ao Timão até o final de julho, rescindiu esse vínculo com o Timão no dia 1º de agosto, uma sexta-feira, e assinou um novo contrato um dia depois, só que em um sábado, quando não ocorrem registros de novos vínculos. Acontece que o nome de Petros apareceu no BID da CBF no dia 1º de agosto, antes de seu novo contrato passar a vigorar legalmente, e é aí que pode estar a irregularidade, na visão tanto da auditoria quanto da procuradoria-geral do STJD.

“Estou me atualizando sobre esse caso agora, não tenho maiores detalhes, apenas o fato de o BID ter relacionado o nome do Petros e por isso que o Corinthians o utilizou (contra o Coritiba)”, disse Zanforlin, em entrevista à Rádio Bandeirantes.

“Desde que advogo no STJD eu aprendi uma coisa: Se o nome está no BID, está no mundo. Se não está no BID, está fora do mundo, está irregular. Se o BID é tão importante assim, inclusive em outras situações, penso eu que deverá ser também no caso do Petros. Nem vou entrar na questão de sábado ou domingo, isso não compete ao Corinthians”, completou o advogado.

Na denúncia do STJD, também constam como partes do processo a FPF (Federação Paulista de Futebol) e a CBF, e ambas podem ser multadas entre R$ 100 e R$ 100 mil caso sejam consideradas culpadas. “Se a Federação errou, se a CBF registrou no sábado ou no domingo, o Corinthians não tem nada a ver. O clube viu no BID que o nome dele estava normal, essa é a fonte de informação que atesta a regularidade do jogador. O resto é tudo perfumaria”, declarou Zanforlin.

De qualquer forma, o advogado do Corinthians prometeu se reunir nas próximas horas com outros profissionais do clube para discutir o Caso Petros. “Mas que fique bem claro: Não é o Corinthians que coloca o nome de jogador no BID. Quem faz isso é a CBF”.

No final da entrevista, Zanforlin também brincou ao ser questionado sobre a possibilidade de os rivais procurarem falhas jurídicas uns nos outros, para garantirem pontos nesta reta final de Brasileirão. “Acho que foi por isso que tomamos de 7 a 1 da Alemanha, né (risos)?”

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