Roberto de Andrade cogita manter Mano Menezes caso seja eleito no Corinthians

Por Tercio Braga
Roberto de Andrade  é o candidato da situação para a presidência do Corinthians | Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians Roberto de Andrade é o candidato da situação para a presidência do Corinthians | Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

O candidato à presidência do Corinthians pela situação, Roberto de Andrade, concedeu entrevista ao programa ‘Esporte em Debate’, da Rádio Bandeirantes, na última sexta-feira, falou sobre os rumores envolvendo uma troca no comando técnico do clube caso seja eleito. Andrade não confirmou que demitirá Mano Menezes

“É difícil de falar, primeiro porque temos de respeitar o treinador que está no clube, que é o Mano. Segundo que ainda não sou candidato oficial e não ganhei nada ainda. E se o Mano por acaso for campeão? Como que troco um treinador campeão?”, contestou o dirigente, que explicou as especulações em torno de Tite.

“É óbvio que gosto do Tite, um treinador com quem trabalhei durante três anos e poucos”, complementou.

Roberto de Andrade também declarou que espera que o atacante peruano Guerrero tenha o seu contrato renovado.

“Sou favorável à renovação do Guerrero. Ele foi um jogador o qual compramos os 100% de direitos econômicos, e não fizer essa renovação, o clube jogará dinheiro fora. Além disso, ele é um grande jogador e não conheço outro igual a ele”, disse o candidato, que comentou sobre as finanças do alvinegro.

“A situação financeira no clube está como sempre foi. Nunca foi diferente. Algumas vezes esteve melhor e outras, pior, mas agora estamos vivendo um fato novo que é o estádio e hoje tem um momento delicado porque tudo está se iniciando”, concluiu.

Mano Menezes minimiza protesto da torcida

Mano Menezes tem boa vantagem para hoje | Rodrigo Gazzanel/Futura Press Mano Menezes: ‘Tem 14 retranqueiros piores do que eu’ | Rodrigo Gazzanel/Futura Press

Um dos alvos dos protestos da torcida do Corinthians na porta do CT Joaquim Grava, Mano Menezes minimizou tal atitude. “Não posso fazer uma leitura do protesto. A torcida tem o direito de protestar. Se o fizer com limites, não temos que nos opor a isso. Nem supervalorizar também”, disse em entrevista coletiva.

“Vamos continuar fazendo o melhor trabalho possível. Vamos a Curitiba para buscar a vitória, que há tempos não conseguimos fora de casa. Nosso torcedor ficará feliz como ficou após o clássico contra o São Paulo. Esse é o objetivo”.

O treinador, que foi chamado de “medíocre” e “retranqueiro”, destacou. “Quanto aos adjetivos, estou acostumado. Eles se repetem com uma falta de criatividade impressionante”.

O comandante alvinegro respondeu às criticas com números. “O Corinthians não é uma equipe extremamente ofensiva, mas tem a quinta melhor produção em gols do Campeonato Brasileiro (junto com o Santos). Tem 14 retranqueiros piores do que eu”, argumentou.

“Por isso técnico tem de ser bem escolhido. Você precisa ter discernimento necessário nessas horas para não fazer bobagem, não desorganizar a equipe e não tirar a tranquilidade dos jogadores. Nessas horas você precisa ter um comandante que segure, como é difícil segurar aqui no Corinthians e em outros grandes clubes. É o momento em que a probabilidade de você fazer bobagem aumenta muito. Ter esse conhecimento é difícil, mas a minha linha é essa. Assim que vou fazer”.

O treinador destacou ainda. “Quando as coisas não vão tão bem, lógico que o técnico, no Brasil, é sempre o escolhido como culpado. Se perde pênalti, falha quando toma gol, qualquer coisa, o técnico sempre fica com a maior parte. Quando o time joga bem, como jogou no domingo, os jogadores recebem os elogios porque estava tudo muito bem, todos foram muito bem. Quando não vai bem, o técnico, que escala os mesmos jogadores, tem de dar explicação”.

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