Ao Canal Livre, Dunga diz que sempre gostou da imprensa

Por Nadia
Dunga diz que não aceita quando jornalistas atacam o lado pessoal | Mario Henrique de Oliveira / Portal da Band Dunga diz que não aceita quando jornalistas atacam o lado pessoal | Mario Henrique de Oliveira / Portal da Band

De volta ao comando da seleção brasileira, os primeiros contatos de Dunga com a imprensa foram bastante tranquilos. Famoso por sempre ter tido uma relação não muito amigável com os veículos de comunicação, o treinador disse que não mudou de postura e que na verdade sempre gostou da imprensa.

Em entrevista ao Canal Livre, o treinador contou que era apenas uma impressão esse seu mau humor com a mídia e explicou que apenas exige que essa relação seja de respeito. Ele ainda lembrou um caso em que defendeu alguns jornalistas.

Canal Livre: veja a entrevista completa

“Eu gosto da mídia, mas eu gosto de respeito também. Gosto que as coisas sejam feitas de acordo com o que foi combinado. Gosto de saber que há limites em certas coisas e o cara tem que saber onde termina o dele e começa o meu”, contou o treinador.

 

O episódio da defesa dos jornalistas aconteceu na Copa do Mundo de 2010. De acordo com o capitão do Tetra. Nessa época cresce muito o número de profissionais que vão cobrir a seleção e ele achou que alguns teriam que ter certos “privilégios”.

“Eu defendi aqueles jornalistas que acompanharam o trabalho todo durantes os quatros anos de preparação. Eles não podiam ser tratados da mesma forma que os que chegaram só para aquele momento”, contou.

A relação de amor e ódio entre Dunga e imprensa é antiga. Vem desde a Copa de 1990, quando, após o fracasso brasileiro naquele Mundial, toda a culpa recaiu nas costas do então volante. Aquela ficou conhecida como a primeira “Era Dunga” na seleção.

Quatros anos depois Dunga deu a volta por cima e comandou a seleção brasileira rumo ao tetracampeonato mundial sobre a Itália. Ao erguer a taça como capitão, Dunga se tornou sinônimo de liderança e superação. Ele ainda lembra como foi tratado nesse meio tempo.

“É muito difícil quando as pessoas atacam o ser humano e muita gente para ganhar espaço acaba atacando o caráter e a moral, sem ter provas. Se usa muito o termo ‘meu informante’, mas eu não quero saber disso, eu quero que você comprove o que disse. Naquela época me atacaram muito, minha família e amigos. A nossa história a gente reescreve todo dia. Eu vou tomar a decisão do quero ser. O passado não tem mais volta. Tem que provar no presente”, completou.

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