Time do Papa usará viagra antes de partida da Libertadores

Por Carolina Santos
Emanuel Más foi autor de dois gols na goleada do San Lorenzo contra o Bolívar | Marcos Brindicci/Reuters Emanuel Más foi autor de dois gols na goleada do San Lorenzo contra o Bolívar | Marcos Brindicci/Reuters

Em busca de uma inédita classificação para a final da Copa Libertadores da América, o San Lorenzo de Almagro vai recorrer a uma receita estranha aos embates travados em um campo de futebol. O time argentino, que tem como mais ilustre torcedor o Papa Francisco, consumirá comprimidos de Viagra antes da partida desta quarta-feira que disputará em La Paz, contra o Bolívar.

A justificativa é científica.

O remédio é um vasodilatador que beneficia a oxigenação e o fluxo do sangue pelos tecidos do corpo. Com a melhor circulação do sangue, o usuário do Viagra terá, pelo menos em tese, mais condições para se adaptar ao ar rarefeito da cidade boliviana, situada a quase 4.000m de altitude.

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A experiência não é nova na atual campanha do San Lorenzo na Libertadores. Na fase de grupos, o clube argentino usou o Viagra quando jogou em Quito, que está 2.800m acima do nível do ar. Como a cidade equatoriana tem altitude inferior à boliviana, a dosagem do medicamento foi menor.

O resultado obtido no Equador foi considerado satisfatório pelos argentinos. A equipe empatou em 1×1 contra o Independiente del Valle e terminou a partida em razoáveis condições físicas, algo pouco frequente no histórico de argentinos jogando na altitude.

A novidade foi estimulada pelo técnico Edgardo Bauza, um veterano conhecedor do futebol equatoriano e que tem no currículo o título de 2008 com a LDU, a única Libertadores da história conquistada por um clube local. E como não há veto às substâncias concentradas nas famosas pílulas azuis, o San Lorenzo decidiu então repetir a fórmula que manteve em alta o apetite da equipe.

No jogo de ida, o time argentino goleou por 5×0. Mas apesar da larga vantagem, Bauza quer evitar riscos na hora da decisão.

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