Massa e Williams correm atrás do renascimento em 2014

Por Tercio Braga
Desempenho da Williams anima Massa para a temporada | Mark Thompson Getty Images Desempenho da Williams anima Massa para a temporada | Mark Thompson Getty Images

Esqueça o Felipe Massa de macacão vermelho e ar desanimado dos últimos anos. O brasileiro e a Williams estiveram entre as grandes sensações nos testes de pré-temporada e encaram 2014 como o ano da virada. No volante do seu novo carro, o FW36, o brasileiro cravou o melhor tempo nos treinos de Sakhir, no Bahrein. Ele já tinha sido o mais veloz, em Jerez de la Frontera, no sul da Espanha, no final de janeiro – que marcou a estreia dos novos carros.

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“A Williams tem tudo o que uma equipe precisa para vencer: uma fábrica moderna, o melhor túnel de vento, bons profissionais e carros com bons motores”, disse Massa ao Metro Jornal.  O GP da Austrália será o primeiro da carreira do brasileiro no volante de um carro equipado com um motor não produzido pela Ferrari.

Tanto o visual do carro, quanto o desempenho nos testes, agradaram pilotos e a equipe | Eddie Keogh/Reuters Tanto o visual do carro, quanto o desempenho nos testes, agradou pilotos e a equipe | Eddie Keogh/Reuters

Para melhorar, chegaram patrocinadores, como a Martini – que pintou os carros da equipe com seu clássico branco com listras azuis e vermelhas – e também a grana de estatais brasileiras, como Petrobras e Banco do Brasil.  Dinheiro e estrutura, que atraíram Massa e muitos profissionais competentes. Caso do inglês Pat Symonds, novo diretor-técnico, e engenheiros como Rod Nelson, ex-Lotus, Craigh Wilson, que trabalhava no departamento de aerodinâmica da Mercedes, e Rob Smedley, que era da Ferrari. “Com eles já estão vindo boas ideias”, contou o brasileiro durante a primeira entrevista coletiva dos pilotos em Melbourne.

A nova fase não deixa de ser surpreendente, já que 2013 foi uma temporada ruim, daquelas para se esquecer, tanto para Massa quanto para a Williams. Apontado por muitos como mais perto da aposentadoria do que das vitórias na Fórmula 1, o brasileiro subiu ao pódio uma única vez (no GP da Espanha).

Em setembro passado, não renovou com a Ferrari, que contratou o finlandês Kimi Raikkonen. Negociou com a Lotus, tentou uma vaga na Force India, mas acabou na escuderia inglesa, que andava por baixo, como nunca. Apesar de uma história com nove títulos mundiais de construtores e sete de pilotos, a Williams tinha virado time pequeno. Com o mesmo Valtteri Bottas, que correrá este ano pelo time, e o venezuelano Pastor Maldonado, no ano passado, ela ganhou apenas 5 pontos e foi a antepenúltima colocada, na frente apenas das nanicas Marussia e Caterham.

Apesar de valerem tanto quanto uma nota de R$ 3, os primeiros resultados de Felipe Massa e da Williams na pré-temporada inspiram palpites otimistas. “Pode ser que 2014 represente para o Felipe a virada que 2009 foi para mim na Brawn GP”, disse o piloto Rubens Barrichello, recordista de GPs disputados na F-1, com 322 largadas.

Tudo bem que, apesar da reviravolta nos carros, soa exagerado prever que a Williams terá o sucesso da Brawn – que no embalo de uma outra mudança no regulamento técnico virou bicho-papão, com oito vitórias e a conquista dos títulos mundiais de equipe e pilotos. Mas, que os bons resultados nos testes mostram que o carro branco e listrado de Massa pode ser competitivo, ninguém duvida.

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