Após morte de santista, OAB prepara ultimato às organizadas

Por Caio Cuccino Teixeira
Corpo de Márcio de Toledo é enterrado | Ale Vianna/Brazil Photo Press/Folhapress Corpo de Márcio de Toledo é enterrado | Ale Vianna/Brazil Photo Press/Folhapress

Torcidas organizadas de São Paulo que não concordarem com um pacto de conduta poderão ter o pedido de extinção feito pelo Ministério Público. Essa é a intenção da seção paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

A entidade organiza para depois do Carnaval um encontro envolvendo a Tropa de Choque, as polícias Civil e Militar, sindicatos de árbitros, atletas, treinadores e o Bom Senso F.C. Dessa reunião, a OAB pretende estabelecer um pacto de colaboração mútua que, depois de pronto, será apresentado individualmente a cada torcida organizada.

“Se [as torcidas organizadas] não assinarem, vamos falar com o Ministério Público. Se não quiserem se adequar ao sistema, aí sim vamos tentar acabar com a torcida. Não tem jeito. Mas primeiro vamos tentar a conversa”, afirmou ao Metro Jornal o presidente da Comissão de Direito Desportivo da OAB de São Paulo, Patrick Pavan.

“Não dá mais para acreditar, está banal. Estamos tentando todos os jeitos, para que todos se comprometam um pouco para acabar com a violência. É ridículo você sair com seu filho e não poder usar a camisa do seu time”, afirmou.

Uma das propostas que estão sendo discutidas no grupo é que as torcidas saiam em horários diferentes do estádio. O intuito é evitar embates em clássicos, a exemplo do que aconteceu na noite de domingo, quando Márcio Barreto de Toledo, membro da Torcida Jovem do Santos, foi assassinado por são-paulinos após o empate por 0 a 0 entre os dois clubes.

Além disso, em uma reunião preliminar, a polícia já se comprometeu a mapear redes sociais em busca de informações que levem a encontros premeditados entre os uniformizados.


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