Fifa decide nesta terça-feira se Arena da Baixada fica na Copa

Por Tercio Braga
Quatro jogos da Copa estão agendados para a Arena da Baixada | Rodolfo Buhrer/reuters Quatro jogos da Copa estão agendados para a Arena da Baixada | Rodolfo Buhrer/reuters

selo-copa-metro-100Nesta terça-feira, Curitiba vai receber  a decisão final da Fifa sobre a permanência como uma das 12 sedes da Copa do Mundo. O consultor de estádios da entidade, Charles Botta, chega às 11h para a visita à Arena da Baixada, e será ele quem dará o parecer final sobre se a cidade vai receber o evento.

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Desde domingo, vários rumores na imprensa internacional davam conta de que a Fifa teria batido o martelo pela exclusão, informação que foi negada pelo secretário-geral do órgão, Jérôme Valcke.

“Temos um time técnico que vai até Curitiba e então vamos dar a resposta final. Não estamos fazendo isso apenas pelo prazer de deixar todos esperando, haverá pessoas que vão ao estádio amanhã [hoje] para apresentar um relatório final”, falou o francês, em entrevista coletiva em Brasília.

Nesta terça-feira, Valcke tem marcada uma vistoria no Beira-Rio, em Porto Alegre, e não está agendada sua vinda a Curitiba para o anúncio.

A Baixada é o estádio mais atrasado do Brasil, o que levou a Fifa a dar um ultimato para Curitiba no dia 21 de janeiro. Desde a data, o governo do Estado, prefeitura e Atlético-PR alegam ter aumentado o ritmo das obras. “Fizemos em 15 dias o trabalho de dois meses”, avaliou o coordenador estadual da Copa do Mundo, Mario Celso Cunha.

Nos últimos dias, segundo ele, foi terminada a estrutura da cobertura, o gramado e ampliado o número de trabalhadores. A previsão atual é de que o estádio possa ser entregue em abril.

O COL (Comitê Organizador Local) também manteve três representantes que acompanharam diariamente as obras. São eles os engenheiros Fabio Carvalho e João Caetano, e o gerente da sede, Mark Pinheiro.

Entrave

O aumento do orçamento para a reforma – de R$ 184 milhões para R$ 330 milhões por conta de exigências da Fifa – atrasou a conclusão das obras na Arena da Baixada.

O Furacão teve de pedir R$ 65 milhões emprestados ao BNDES. O clube, contudo, não ofereceu garantias para a liberação do dinheiro.

Reportagem de Juliana Rodrigues
Mário Celso Cunha – secretário estadual da Copa

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